Obra da joalharia contemporânea está patente, até esta sexta-feira, na Igreja de São Roque, em Lisboa

Lisboa, 08 out 2021 (Ecclesia) – O reitor do Santuário de Fátima considera que coroa preciosa de Nossa Senhora do Rosário, patente até hoje na Igreja de São Roque, em Lisboa, é uma obra de joalharia contemporânea que “extravasa essa dimensão”.

“Reconhecemos que é uma obra de joalharia, uma obra artística de valia mas sobretudo uma obra de muito simbolismo” disse o padre Carlos Cabecinhas à Agência ECCLESIA.

É a “primeira vez que a coroa preciosa sai do santuário sem ser a acompanhar a imagem” para participar, dias 07 e 08 deste mês na 1ª Bienal de Joalharia Contemporânea que decorre em Lisboa.

A exposição da coroa é uma oportunidade para “fazer memória de uma peça de joalharia dos anos 40 do século XX cuja relevância extravasa o valor artístico e patrimonial”, disse o reitor do Santuário de Fátima.

A coroa é uma obra que integra também “um elemento que não é metal precioso”, a bala do atentado contra o Papa João Paulo II e “que lhe dá um valor ainda maior, um valor incalculável por todo o simbolismo que encerra”, frisou o responsável.

Para Marco Daniel Duarte, a coroa é “a peça mais importante do grande tesouro que o santuário custodia”.

A missão do Santuário de Fátima e do próprio museu é “ir ao encontro, aliás até imitando a virgem peregrina indo ao encontro dos seus peregrinos”, sublinhou o diretor do Museu do Santuário de Fátima.

A coroa é “mais do que uma obra de arte” porque tem “um significado espiritual, desde a angariação das peças a partir do desejo das mulheres portuguesas agradecer à Virgem de Fátima por Portugal não ter entrado na II Guerra Mundial”; “desde a coroação pontifícia” e também a joia que “é a bala que atingiu o Papa João Paulo II”, realçou Marco Daniel Duarte.

Para o responsável do Museu do Santuário de Fátima, o Papa Bento XVI faz uma boa definição da coroa ao dizer “Nossa Senhora está coroada com as joias das alegrias e com a bala das dores”.

“As alegrias e as dores fazem parte daquilo que é a humanidade, depois é preciso que a humanidade tenha esse horizonte mais longínquo que é a confiança em Deus”, completou.

Com a exposição da peça na Igreja de São Roque em Lisboa, o Santuário de Fátima “não está mais pobre porque está a cumprir a sua missão, está a ir ao encontro dos devotos da Virgem de Fátima”, salientou Marco Daniel Duarte.

A história desta coroa, que nos dias solenes é colocada na Imagem que se venera na Capelinha das Aparições, começa em 1942, quando um conjunto de mulheres portuguesas quis agradecer a Nossa Senhora de Fátima o facto de Portugal não ter entrado na Segunda Guerra Mundial, que ainda decorria.

LFS

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