António Augusto Azevedo destacou o novo itinerário catequético, a Iniciação Cristã dos Adultos e a disciplina de EMRC

Covilhã, 20 abr 2026 (Ecclesia) – O bispo D. António Augusto Azevedo foi reconduzido como presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé, na assembleia plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), e destacou várias prioridades, da catequese à disciplina de EMRC.
“A nomeação para presidir uma comissão episcopal é sempre uma grande responsabilidade, porque significa uma prova de confiança da restante conferência e, de modo especial, confiança neste projeto que tem vindo a ser cumprido nos últimos anos”, disse D. António Augusto Azevedo, em declarações à Agência ECCLESIA, e ao portal ‘Educris’.
O presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé acrescentou que este projeto tem “como grande prioridade a renovação da Catequese em Portugal”, de acordo com o que está traçado no Itinerário de Iniciação à Vida Cristã para os Adolescentes e Crianças, com as famílias.
“É um grande projeto que foi pensado, refletido, e que agora está a ser implementado. O grande objetivo é, precisamente, continuar, implementar, cumprir esse projeto, que envolve também, além dos recursos necessários, a formação de pessoas, envolve a sensibilização de famílias, de comunidades, no fundo, de toda a Igreja”, desenvolveu o bispo de Vila Real, sobre “este grande projeto”.
A 214.ª Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa que reelegeu o presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé para um novo mandato – 2026/2029 – decorreu de 13 a 16 de abril, no Santuário de Fátima.
D. António Augusto Azevedo, que adiantou que brevemente terão “a equipa constituída”, este novo mandato será também o de começarem “a prestar mais atenção” à Iniciação Cristã dos Adultos, uma área que em Portugal “ainda é muito incipiente”, mas que no futuro será importantíssima.
“Começamos a ter uma sociedade em que há muitos adultos que não fizeram a sua iniciação, e a Igreja de Portugal terá de refletir sobre isso”, acrescentou sobre um segundo importante.
O presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé destacou ainda que “continuar a acompanhar e a valorizar” a disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC), é um terceiro objetivo deste novo mandato.
“No âmbito da escola pública e também da escola privada, por um lado, e por outro lado, ir refletindo os desafios da Escola Católica, que é também um âmbito desta comissão”, acrescentou D. António Augusto Azevedo, este sábado, em declarações no Encontro Nacional da disciplina de EMRC do Ensino Secundário 2026 (14.º ENES), na Covilhã.
A Conferência Episcopal Portuguesa, nesta primeira Assembleia Plenária de 2026, sublinhou o valor de Educação Moral e Religiosa Católica, que, segundo o bispo de Vila Real, significa que a Igreja em Portugal “vai continuar a estar atenta, a valorizar, a formar pessoas e a renovar tudo o que é necessário para que esta disciplina seja importante”.
“E ser importante significa ajudar os mais jovens, no âmbito da escola com certeza, em diálogo com outras disciplinas, mas a crescer em termos humanos, e em termos cristãos, neste valor-chave que é o da fraternidade”, concluiu D. António Augusto Azevedo.
A CEP foi formalmente reconhecida a seguir ao Concílio Vaticano II, em 1967, com a ratificação pela Santa Sé dos primeiros Estatutos aprovados na Assembleia Plenária de 16 de maio, revistos posteriormente em 1977, 1984, 1999 e 2005; é o conjunto dos bispos das dioceses que, para melhor exercerem as suas funções pastorais, põem em comum preocupações e experiências, acertam critérios de ação e coordenam esforços.
CB/OC
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