Departamento de Comunicação da Arquidiocese debateu impacto das tecnologias digitais nas relações humanas, a partir da mensagem do Papa

Celorico de Basto, 13 Mai 2026 (Ecclesia) – A Arquidiocese de Braga promoveu, esta terça-feira, um debate sobre o impacto da inteligência artificial, apelando a uma comunicação centrada na pessoa humana que não se deixe substituir por mediações tecnológicas.
“Não há amor sem verdadeira e autêntica comunicação, que não pode ser substituída pela tecnologia ou por simulações comunicacionais da inteligência artificial”, sublinhou o padre Tiago Varanda, numa intervenção divulgada pelo ‘Diário do Minho’ e o portal da Arquidiocese de Braga.
O sacerdote intervinha na Casa da Terra, num encontro de reflexão promovido pelo Departamento Arquidiocesano para a Comunicação Social (DACS), alertando para a antropomorfização dos algoritmos que gera compensações afetivas e vulnerabilidades.
“As tecnologias, nomeadamente as redes sociais, promovem compensações emocionais imediatas e como que aprisionam nesta imediata compensação emotiva e afetiva que prende as pessoas”, notou o sacerdote.
Já o diretor do DACS partilhou da necessidade de preservar a autenticidade das interações sociais perante o avanço digital, salvaguardando a capacidade crítica e a originalidade de cada indivíduo.
“Quando o Papa diz preservar rostos e vozes, está a dizer para não renunciarmos à nossa dimensão humana”, assinalou o padre Paulo Terroso.
A sessão projetou o 60.º Dia Mundial das Comunicações Sociais, que se celebra este domingo, servindo como oportunidade para reafirmar a importância de valorizar a dignidade e a singularidade do próximo no espaço mediático.
“Este dia é uma oportunidade para recentrar a comunicação na sua dimensão mais humana, promovendo uma cultura de escuta e de encontro, onde cada pessoa é reconhecida na sua dignidade”, considerou o padre Sérgio Araújo, assistente arciprestal da Comunicação.
A iniciativa serviu para analisar a recente mensagem do Papa Leão XIV para o setor dos media, na qual se adverte para a polarização social fomentada pelos ecossistemas algorítmicos.
OC
