Viseu: Bispo incentivou a ir «ao encontro dos irmãos, sobretudo dos mais frágeis e esquecidos»

D. António Luciano presidiu à Solenidade da Assunção da Virgem Santa Maria, na catedral que a celebra como Nossa Senhora do Altar Mor

Foto: Diocese de Viseu

Viseu, 15 ago 2026 (Ecclesia) – O bispo de Viseu explicou que a Assunção de Maria constitui um sinal de esperança para a humanidade, e incentivou as boas ações, na Eucaristia da solenidade litúrgica, que presidiu, este sábado, 15 de agosto, na catedral.

“A Assunção de Nossa Senhora recorda-nos que somos convidados a seguir o exemplo e a entrega de Maria, mas também nos desafia a caminhar ao encontro dos irmãos, sobretudo dos mais frágeis e esquecidos”, disse D. António Luciano, Missa que presidiu na Sé, informa a Diocese de Viseu em uma nota enviada à Agência ECCLESIA.

A Igreja Católica assinala hoje, dia 15 de agosto, a solenidade litúrgica da Assunção de Maria, um dogma solenemente definido pelo Papa Pio XII, a 1 de novembro de 1950, e celebrado há vários séculos, numa data que é feriado em Portugal.

O bispo de Viseu destacou “Maria como modelo de fé, disponibilidade, de oração e serviço”, e na reflexão sobre o Evangelho de São Lucas, da visitação de Maria a sua prima Isabel, marcado pelo cântico ‘Magnificat’, afirmou que “todos precisam de gestos de solidariedade”.

“Especialmente com os mais pobres, os doentes, os idosos, os migrantes, os deslocados, as famílias em dificuldade e todos os que vivem situações de sofrimento ou isolamento”, assinalou.

D. António Luciano explicou que a fé cristã convida a “construir uma sociedade mais fraterna e mais humana”, e que todos podem ser “sinal da presença de Deus no quotidiano, através de pequenos gestos de caridade, de reconciliação e de atenção”, com quem, muitas vezes, permanece “esquecido e abandonado na solidão”.

A Igreja Católica em Portugal está a celebrar a 54.ª Semana Nacional de Migrações, com o tema ‘Da fragilidade à Esperança’, até este domingo, dia 16 de agosto.

Foto: Diocese de Viseu

O bispo de Viseu explicou que esta Semana Nacional de Migrações “convida a trabalhar a favor daqueles que deixam a sua família e a sua terra” e procuram “um bem maior e uma vida mais estável”.

A Diocese de Viseu informa que a sua catedral também celebra a sua padroeira, Nossa Senhora da Assunção que é invocada como Nossa Senhora do Altar-Mor.

D. António Luciano, no final da homilia, confiou à intercessão de Maria os sacerdotes, diáconos, consagrados e leigos, as pessoas que estão de férias, os emigrantes que regressaram à sua terra, os doentes, os migrantes, os que sofrem e as famílias que atravessam momentos de provação e dificuldade.

Nesse contexto, o bispo de Viseu pediu à assembleia da Eucaristia da Solenidade Litúrgica da Assunção de Maria que “renove o compromisso” de viver a fé “através da solidariedade, da esperança e do serviço ao próximo, consagrando a sua vida a Nossa Senhora”.

CB

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