Falange de um dos dedos será a relíquia que irá para o Patriarcado

Lisboa, 18 mai 2011 (Ecclesia) – Na beatificação de Madre Maria Clara, dia 21 de maio, no Estádio do Restelo (Lisboa) estarão “dez bebés que nasceram graças à intercessão da mãe Clara”, numa celebração que reunirá delegações de mais de 10 países onde trabalham as Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição.

Na conferência de imprensa realizada hoje na sede geral da Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição (CONFHIC), a irmã Maria da Conceição Galvão Ribeiro, superiora geral da CONFHIC, disse aos jornalistas que a relíquia apresentada na celebração será “uma falange de um dos dedos” da futura beata e que ficará “no Patriarcado de Lisboa”.

A relíquia lembra “que faz parte da vida e do corpo de alguém que foi agraciado e que correspondeu à graça de Deus” – disse.

Com delegações de vários países (Brasil, Espanha, Angola, Índia, Itália, Timor, Filipinas, Moçambique, México), a celebração será presidida pelo cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, sendo o representante do Papa, o cardeal Angelo Amato, Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, e terá cerca de “500 pessoas ligadas à congregação vindas do estrangeiro”.

Segundo os últimos dados (16 de maio de 2011), a CONFHIC tem, atualmente, 1379 irmãs repartidas por 156 comunidades localizadas nos mais variados pontos do globo.

Questionada sobre o estado vocacional da congregação, a irmã Maria da Conceição Galvão Ribeiro referiu que em África e na Índia o número “está estável”, mas no Brasil e Portugal nota-se um decréscimo.

Na conferência de imprensa de apresentação da beatificação esteve também presente a miraculada Georgina Troncoso Monteagudo.

A futura beata Libânia do Carmo Galvão Meixa de Moura Telles e Albuquerque nasceu na Amadora, em Lisboa, a 15 de junho de 1843, e recebeu o hábito de Capuchinha, em 1869, escolhendo o nome de Irmã Maria Clara do Menino Jesus.

A religiosa foi enviada a Calais, França, a 10 de fevereiro de 1870, para fazer o noviciado, na intenção de fundar, depois, em Portugal, uma nova Congregação, pelo que abriu a primeira comunidade da CONFHIC em S. Patrício – Lisboa, no dia 3 de maio de 1871 e, cinco anos depois, a 27 de março de 1876, a Congregação é aprovada pela Santa Sé.

A «mãe Clara», como é popularmente conhecida, morreu em Lisboa, no dia 1 de dezembro de 1899, e o seu processo de canonização viria a iniciar-se em 1995.

LFS/PR

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