D. João Lavrador encerrou reunião sobre a caminhada sinodal de Angra com leigos, religiosos, jovens e sacerdotes

Foto: Lusa

Angra do Heroísmo, Açores, 23 nov 2020 (Ecclesia) – O bispo de Angra afirmou este domingo que a pandemia exige dos cristãos uma “ação muito concreta e muito focada”, falando na Missa da Solenidade de Cristo Rei que encerrou um encontro sobre a caminhada sinodal.

“Esta situação de pandemia está a trazer à nossa consciência, verdadeiramente, as limitações, a fragilidade, muitas realidades que nos colocam numa situação de rutura e precariedade, a criar realidades muito díspares nas nossas comunidades”, disse D. João Lavrador, na Catedral açoriana.

“Esta pandemia, lida como um sinal de Deus, no seu sofrimento, é uma oportunidade para lermos Jesus sofredor, Jesus que nos dá esperança e Jesus que nos ajuda a todos a superar as dificuldades sem nunca nos abandonar”, assinalou, agradecendo “a todos os que trabalham pelo bem de todos”.

A Eucaristia deste domingo marcou também o encerramento de dois dias de trabalho sobre a Caminhada Sinodal de Angra, que reuniu leigos, religiosos, jovens e sacerdotes, no Seminário Episcopal, e o bispo diocesano agradeceu a todos os agentes de pastoral que se têm comprometido na construção e renovação da Igreja.

“Nesta solenidade de Cristo Rei, em que celebramos o apostolado, aproveitemos para afinar critérios, definir onde nos colocamos e como nos conduzimos; Hoje é um dia de afinar critérios e ação, pedindo ao Senhor que nos ajude a colocar numa atitude participativa, dando o melhor de nós próprios, procurando olhar o outro como irmão e assim renovar a humanidade, essa nova história”, desenvolveu D. João Lavrador, numa intervenção citada pelo portal ‘Igreja Açores’.

O bispo de Angra explicou que os católicos são convocados a “fazer a experiência de irmãos” e a partir do Evangelho lembrou que “o bem” que fizerem “a um dos irmãos mais pequeninos será feito a Ele”.

“Só nesta experiência, em que olhamos para o outro com esta profundidade, que é não ver o pobre só como o pobre, mas olhando para ele como a imagem de Jesus Cristo, o que está caído na rua, o que padece de forme, o que não tem instrução e o considerarmos como nosso irmão é que conseguiremos renovar a humanidade e ser colaboradores de Jesus trazendo o fermento do Evangelho ao mundo”, prosseguiu.

O sítio online diocesano ‘Igreja Açores’ indica que o bispo de Angra participou e orientou uma reflexão sobre os desafios da caminhada sinodal na reunião que debateu e refletiu sobre a missão da Igreja, no diálogo com o mundo, na ação pastoral e que resposta deve dar a Igreja aos problemas concretos da realidade insular, no Seminário em Angra.

CB/OC

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