D. António Luciano alerta para «evolução da pandemia, a perda de emprego e todas as situações sociais de fragilidade»

Foto: Município de Viseu

Viseu, 23 nov 2020 (Ecclesia) – O bispo de Viseu defendeu este domingo a necessidade de lutar contra um clima de “medo” e “isolamento” que se instalou por causa da pandemia, com consequências sociais.

“É preciso lutar contra o medo que se instalou no nosso mundo, a violência, o ódio, a vingança, o isolamento, a solidão, a indiferença, a criminalidade, a insegurança, o stress, a angústia, a ansiedade e as ações de morte programada”, disse D. António Luciano, na homilia da solenidade de Cristo Rei.

O responsável alertou para a “evolução da pandemia, a perda de emprego e todas as situações sociais de fragilidade daí decorrentes”.

A reflexão abordou o título de Rei, com que termina o ciclo litúrgico no calendário católico, realçando que o mesmo “está enraizado numa cultura, que considera o Rei como aquele que une os cidadãos, reconcilia as partes desavindas e orienta para Deus os pobres e oprimidos”.

“Os reinos deste mundo sofrem violência e experimentam a dor e a morte, promovem a destruição do mundo pelo pecado e pelas injustiças”, advertiu D. António Luciano.

O bispo de Viseu considerou que, só saindo de “si mesmo, do seu mundo e do seu egoísmo”, para centrar a vida em Cristo e no serviço aos irmãos, se pode ver a Deus.

“Esta tremenda crise, que abala a nossa sociedade, provocada pela pandemia e as suas nefastas consequências, deve ser para todos nós um tempo de oportunidade na esperança para construir um mundo novo, uma nova civilização do amor”, apontou.

LFS/OC

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