Mais de cinco mil escuteiros participam em acampamento regional, em Guimarães

Guimarães, 04 ago 2026 (Ecclesia) – O arcebispo de Braga disse hoje à Agência ECCLESIA que o escutismo representa um “laboratório de esperança” para as novas gerações, num mundo marcado pela ansiedade.
“O escutismo é também um lugar de evangelização, um lugar de humanização no sentido mais pleno da palavra e, por isso, aqui, estamos a experimentar um laboratório de humanidade, um laboratório de esperança”, referiu D. José Cordeiro, durante a 90.ª edição do Acampamento Regional (ACAREG), que reúne mais de cinco mil escuteiros na Penha, em Guimarães.
A iniciativa promovida pela Região de Braga do Corpo Nacional de Escutas (CNE) prolonga-se até ao próximo sábado sob o lema ‘Dar comVida’.
“Sentimos essa vida no seu pulsar e sobretudo com estas quatro essências que nos servem de trilhos: a alegria, a audácia, a partilha e a entrega”, assinalou o arcebispo primaz.
O responsável enalteceu o valor da relação com Deus e com os outros para libertar as novas gerações de “muitas inquietações e de muitas ansiedades”, bem como dos medos que paralisam o futuro.
“Hoje a maior parte dos jovens sente que essa vivência quotidiana da ansiedade e do medo é o maior obstáculo à esperança”, observou D. José Cordeiro.
O arcebispo de Braga, que decidiu pernoitar no recinto para estar ao lado dos participantes, alertou para a existência de “muitos jovens que já são velhos antes do tempo”, por terem desistido de sonhar.
“Há aqui uma pessoa, mais do que um ideal ou um valor, que os une a todos, e essa pessoa chama-se Jesus Cristo”, apontou o responsável ao evocar o “grande chefe” do acampamento.
Citando a encíclica papal ‘Magnífica Humanidade’, de Leão XIV, D. José Cordeiro sustentou que o verdadeiro desafio passa por “deixar transformar o coração com o amor e a graça que nos vem de Deus”.





O entusiasmo no acampamento estende-se aos mais novos, como testemunhou Carolina Rodrigues, do Agrupamento 994 das Caxinas, que participa no seu primeiro encontro regional.
“Há a oportunidade de conhecer novos amigos e rever os que já conheço é incrível”, partilhou a participante de 13 anos, enquanto preparava a refeição para a sua equipa.
A escuteira sublinhou que a amizade representa a melhor parte do movimento, resumindo a sua experiência numa frase: “Ser escuteira é ser feliz”.
O evento, que decorre até sábado, congrega 5100 elementos provenientes de 158 agrupamentos das regiões de Braga, Porto, Lisboa, Santarém, Algarve e também de comitivas do estrangeiro.
O programa pedagógico integra um conjunto de dinâmicas, desde atividades aquáticas na barragem da Queimadela até jogos de cidade vocacionados para o trabalho de grupo.
LJ/CB/OC
