Rede «Cuidar da Casa Comum», COPIC, Associação «Casa Velha» são algumas entidades que participam em vigílias e reflexões até ao dia 12

Foto: Lusa/EPA

Lisboa, 02 nov 2021 (Ecclesia) – Milhares de organizações e leigos católicos estão a acompanhar a COP26, com iniciativas mundiais, em resposta ao apelo do Papa Francisco para que medidas urgentes e decisivas possam responder às alterações climáticas.

“Mais de 100 mil fiéis dos seis continentes e 430 organizações católicas, representando coletivamente centenas de milhares de católicos, apoiaram o apelo do Papa Francisco assinando a petição «Planeta Saudável, Pessoas Saudáveis»”, numa carta aberta dirigida aos líderes políticos”, indica o site do ‘Movimento Laudato Si’.

A 26.ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP26) reúne mais de 120 líderes políticos e milhares de especialistas, ativistas e decisores públicos, entre 31 de outubro e 12 de novembro, em Glasgow (Escócia), para atualizar os contributos dos países para a redução das emissões de gases com efeito de estufa até 2030.

Diversas iniciativas estão a acontecer em todo o mundo, com propostas de oração e reflexões que unem diversos participantes.

Os líderes do Movimento Laudato Si’ vão entregar  mais de 100 mil assinaturas da petição ‘Planeta Saudável, Pessoas Saudáveis’, ampliando o apelo dos líderes religiosos para que sejam tomadas medidas urgentes.

Nos próximos dias 5 e 6 vai ser realizada uma vigília global de 24 horas pelo clima e a Rede ‘Casa Comum’ adianta que em Portugal também se vão associar à iniciativa que tem epicentro na cidade escocesa: Está previsto realizar-se no CUPAV, o centro universitário dos Jesuítas em Lisboa, e estão a definir se vai ser uma oração ou uma vigília pela noite.

No dia 6 vai realizar-se uma caminhada, que começa na Praça Martim Moniz, em Lisboa, a partir das 15h00.

A Associação ‘Casa Velha – Ecologia e Espiritualidade’, em Ourém, vai rezar o Terço pela COP26 com o Santuário de Fátima, nos dias 10 e 26 de novembro, às 18h30, na Capelinha das Aparições, entre outras iniciativas.

“Unir mais para dar mais voz e corpo” a esta preocupação ambiental, pelo planeta e as pessoas que mais sofrem com o clima, foi o propósito da Associação ‘Casa Velha’ ao divulgar diversas iniciativas para além da oração do Rosário, como vigílias e caminhadas, para que outras instituições e organizações também adiram, para além das suas atividades particulares.

No dia do término da COP26, uma reunião de oração, “transmitida em espanhol com tradução simultânea em inglês, português e italiano”, vai acontecer às 17h00 de Madrid (menos uma em Lisboa).

“Enquanto a COP26 continua em Glasgow, junte-se a este movimento global para orar por toda a criação de Deus e por um resultado da cúpula que realmente cuide da nossa casa comum”, pode ler-se.

No início da COP26, o Conselho Português de Igrejas Cristãs (COPIC) fez um apelo para que as celebrações religiosas no dia 31 de outubro acompanhassem com uma intenção a Cimeira do Clima; pediu também que os sinos das igrejas pudessem tocar e que as redes sociais fossem utilizadas para “a difusão da mensagem”.

O Papa desafiou a comunidade internacional a agir conjuntamente para travar os efeitos das alterações climáticas, num texto publicado no dia em que se iniciou a cimeira de Glasgow, Escócia.

“Agora é tempo de agir e agir juntos”, escreve Francisco, no prefácio do e-book “Laudato si’ Reader. Uma Aliança de Atenção à Nossa Casa Comum”, publicado pelo Vaticano por ocasião da COP26.

A obra reúne reflexões e relatórios sobre a receção da encíclica ecológica e social ‘Laudato Si’ que o Papa publicou em 2015, antes da Conferência de Paris.

A confederação internacional da Cáritas lançou um apelo em favor dos pobres e dos refugiados climáticos, exigindo a intervenção dos responsáveis internacionais que participam na 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP26), em Glasgow.

“As mudanças climáticas já produziram impactos irreparáveis em muitas partes do mundo, onde a adaptação é o principal desafio para as populações locais vulneráveis. Embora não sejam responsáveis pela crise climática, essas comunidades são obrigadas a arcar com os encargos em termos de perda de habitação e meios de subsistência”, denuncia Aloysius John, secretário-geral da ‘Caritas Internationalis’.

72 instituições religiosas de vários países anunciaram, dias antes do início da COP26, o seu compromisso para desinvestir em combustíveis fósseis, num total de “4,2 mil milhões de dólares em ativos combinados sob a sua gestão”, sendo este o “maior anúncio de desinvestimento conjunto de todos os tempos”.

As ações “proféticas” dessas instituições seguem o apelo do Papa Francisco e de outros líderes religiosos dirigidos aos governos globais para abordar a “crise ecológica sem precedentes”, mostrando que o “número crescente” das instituições responde à recomendação do Vaticano para um desinvestimento de combustíveis fósseis e um investimento em soluções climáticas.

LS/CB/OC

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