Instituições portuguesas associam-se a iniciativas mundiais pela Cimeira do Clima

Lisboa, 29 out 2021 (Ecclesia) – A Associação ‘Casa Velha – Ecologia e Espiritualidade’, em Ourém, vai rezar o Terço pela COP26 com o Santuário de Fátima, nos dias 10 e 26 de novembro, às 18h30, na Capelinha das Aparições, entre outras iniciativas.

“Unir mais para dar mais voz e corpo” a esta preocupação ambiental, pelo planeta e as pessoas que mais sofrem com o clima, foi o propósito da Associação ‘Casa Velha’ ao divulgar diversas iniciativas para além da oração do Rosário, como vigílias e caminhadas, para que outras instituições e organizações também adiram, para além das suas atividades particulares.

“A conversão ecológica é comunitária, temos que viver em comunidade e tem de ser global, não basta cada pessoa fazer as suas mudanças, mas temos que nos inspirar uns aos outros, partilhar uns com os outros o que nos inquieta, puxarmos uns pelos outros e levar-nos mais longe”, disse Maria Garcia à Agência ECCLESIA.

A 26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças do Clima, a COP26, vai começar este domingo, em Glasgow (Escócia), e termina a 12 de novembro.

Nos dias 5 e 6 de novembro vai ser realizada uma vigília global de 24 horas pelo clima e a ‘Casa Comum’ adianta que em Portugal também se vão associar à iniciativa que tem epicentro na cidade escocesa: Está previsto realizar-se no CUPAV, o centro universitário dos Jesuítas em Lisboa, e estão a definir se vai ser uma oração ou uma vigília pela noite.

O dia de ações mundiais por justiça climática, pela COP26, está marcado para o primeiro sábado do próximo mês, 6 de novembro: Em Lisboa vai realizar-se uma caminhada, que começa na Praça Martim Moniz, a partir das 15h00.

Maria Garcia destaca também, neste dia, a “grande estreia” do documentário ‘O futuro está na juventude: histórias de jovens ativistas climáticos’, da CIDSE – Aliança Internacional de Organizações Católicas de Desenvolvimento, que conta com a participação de duas jovens da ‘Casa Velha’, onde também a comunidade se vai juntar para ver o filme.

A jovem de 23 anos de idade, ligada à ‘Casa Velha – Ecologia e Espiritualidade’, explica que a associação está a procurar “ligar-se neste momento de decisões importantes”, que estão a acontecer num nível de governo, mas que “aplicam o que a sociedade pede e acreditam ser importante e necessário”, convidando outros e que “esta conversão não seja fechada nesta comunidade”.

“A provocação é como Igreja não olharmos para a COP apenas como um assunto institucional e dos governos, que não está ligado ao nosso dia a dia e à nossa vocação, este papel de cidadania, e pedir decisões mais conformes ao que o mundo necessita”, desenvolveu a estudante de Filosofia.

Pelo que observa, Maria Garcia identifica que há “níveis e ritmos diferentes” no mundo, lugares e conjuntos de pessoas que estão a aprofundar estas questões do clima, a “tomar a ação e partilhar estas questões com todos”, há muita gente que “deu pequenos passos”, por isso, considera que “há sinais de esperança”.

“Tenho esperança também do sinal que é os governos reunirem-se para fazer mudanças. Não consigo acreditar que vão ser ambiciosos como é necessário e sinto muito que existe divisão com os países afastados desta consciência e transformação e que nem os governantes vão estar na COP, como a China, o Brasil e a Índia, que são grandes países”, acrescentou.

O Vaticano também vai estar presente na COP26, juntamente com líderes mundiais e especialistas, com uma delegação liderada pelo cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado.

‘A caminho para o cuidado da casa comum – Cinco anos depois da Laudato Si’ é o título de um documento que tem mais de 200 conselhos para um mundo mais amigo do ambiente e do ser humano, divulgado a 18 de junho de 2020, onde a Santa Sé cita o episcopado português e apresenta a ‘Casa Velha’ como exemplo.

CB/OC

 

COP26: Papa apela a respostas urgentes, perante crise climática, apontando a «ameaça sem precedentes» (c/vídeo)

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