D. Vitorino Soares lembrou que «cada casal e cada família é uma história»

Faro, 15 out 2026 (Ecclesia) – O bispo do Algarve incentivou a equipa do Setor Diocesano Familiar a “uma pastoral relacional, uma pastoral de contacto”, na reunião de apresentação do trabalho realizado na última década, e de reflexão sobre novos desafios e perspetivas de futuro.
“Uma coisa é estarmos a viver com as famílias e conhecermos as famílias. Outra coisa é eu estar no gabinete a idealizar um trabalho para a família que não conheço, mas que tenho na minha mente; cada casal e cada família é uma história”, disse D. Vitorino Soares, na reunião com o Setor diocesano da Pastoral Familiar, citado pelo jornal ‘Folha do Domingo’.
O bispo do Algarve assinalou que “a realidade está a mudar todos os dias, não de ano a ano”, e, neste “setor delicado da família”, a Pastoral Familiar “não pode ser uma pastoral de eventos”, por isso, a “semente” a lançar tem de ser da “relação próxima”.
“Hoje tem de passar por uma pastoral relacional, uma pastoral de contacto. E, fundamentalmente, a Pastoral Familiar, tendo em conta que hoje em dia não temos uma fórmula única para a família porque temos uma disparidade de modelos familiares”, desenvolveu, no encontro realizado no sábado, dia 10 de outubro, no Colégio de Nossa Senhora do Alto, em Faro.
Segundo D. Vitorino Soares, “evangelizar” é o “grande desafio para a pastoral”, seja familiar, vocacional, litúrgica, catequética, ou outra, que é “continuar a falar de Jesus a estas pessoas, a levar o Evangelho, continuar a levar a Boa Nova”.
“Quando falo em evangelizar é isto. Não é propriamente a doutrina ou a catequese, mas é deixar esta marca: que aquilo que nos move é Jesus, e aquilo que tem de mover as pessoas também a quem nos dirigimos é a pessoa de Jesus”, acrescentou.
Para este ano pastoral 2026/2027 partilharam que vão ter uma reunião de trabalho online, com os membros das equipas paroquiais e das regiões pastorais da diocese, no dia 23 de outubro, 21h00; em 2027 destaca-se o 10.º retiro para casais, a 20 de fevereiro, a partir das 09H30, no Colégio de Nossa Senhora do Alto; e o Encontro Diocesano de Famílias e Eucaristia com bênção dos casais que celebram o seu jubileu matrimonial, dia 19 de junho, em Tavira.
Sobre o trabalho desenvolvido de 2016 a 2026, quando procuraram “celebrar a família e reforçar a sua presença na diocese”, o Setor da Pastoral Familiar da Diocese do Algarve refletiu sobre os “desafios e perspetivas de futuro”, e “principais fragilidades”, como as “assimetrias” na dinâmica pastoral entre paróquias, “com maior dinamismo no litoral e maiores limitações no interior”.
“Os dedos de uma mão sobram para o número de paróquias em que existem preparações de noivos para o Matrimónio, e de pais e padrinhos para o Batismo; os recursos humanos limitados, com acumulação de responsabilidades pelos mesmos agentes; a presença ainda pouco consolidada nas paróquias; a articulação com a pastoral juvenil, vocacional e a catequese”, foram alguns exemplos.

As principais marcas do trabalho da Pastoral Familiar da Diocese do Algarve de 2016 e 2026, desenvolveram-se em cinco dimensões: “A celebração da família com encontros diocesanos, jubileus matrimoniais, e a valorização pública do matrimónio; a espiritualidade conjugal e familiar, promovendo retiros, oração, reflexão, e de tempos de encontro com Deus”.
Segundo a equipa diocesana, as outras três dimensões foram a formação e acompanhamento com reflexão sobre a exortação apostólica do Papa Francisco ‘Amoris Laetitia’, “os desafios da vida conjugal e as dificuldades das relações familiares”; a comunhão e participação com a colaboração entre a equipa diocesana, os sacerdotes, as paróquias e os movimentos ligados à família; e “o protagonismo das famílias com a criação de espaços onde os casais partilham experiências e ajudam outras famílias a crescer”.
O Setor da Pastoral Familiar da Diocese do Algarve é constituído pelo assistente, o cónego Carlos César Chantre, e por sete casais, alguns ligados a movimentos, e equipas, e, como constatou D. Vitorino Soares, inseridos na “base nuclear da Igreja que são as paróquias e as comunidades”.
CB/OC
