«Um momento muito importante, na paróquia das mais distantes» – D. Nuno Almeida
Carrazeda de Ansiães, 15 out 2026 (Ecclesia) – O Secretariado Diocesano da Missão e da Nova Evangelização de Bragança-Miranda vai realizar uma vigília de oração missionária, “numa das pontas da diocese, berço de muitos missionários”, esta sexta-feira, 16 de outubro, às 21h00, em Freixo de Espada à Cinta.
“É a primeira vigília missionária; a nossa diocese é extensíssima, Freixo de Espada à Cinta fica numa das pontas da diocese, foi berço de muitos missionários, e penso que é importante ir ao começo, onde tanto missionário saiu, nós celebrarmos aí também a vigília do centenário”, disse o novo diretor do Secretariado da Missão e da Nova Evangelização da Diocese de Bragança-Miranda, em entrevista à Agência ECCLESIA.
O padre Humberto Coelho, que é pároco de Freixo de Espada à Cinta, adianta que o objetivo é dinamizar esta vigília de oração missionária todos os anos, “privilegiando locais que estão muito afastados dos grandes centros, e que geralmente não têm assim celebrações”.
Para o bispo de Bragança-Miranda esta vigília missionária vai ser “um momento muito importante” na dinâmica diocesana porque vai realizar-se “na paróquia das mais distantes, para haver essa presença junto daquelas pessoas” de Freixo de Espada à Cinta.
“O mês de outubro [missionário] abre-nos o horizonte, no fundo a missão ao largo, e a nossa diocese também partiram muitos missionários e missionárias. Aí de nós se os esquecemos, na oração, também no apoio material, no ofertório, que é muito importante, do Dia Mundial das Missões”, realçou D. Nuno Almeida.

O diretor do Secretariado Diocesano da Missão e da Nova Evangelização, nomeado no dia 1 de setembro, lamentou que quando alguém diz que neste território diocesano são “uma terra de missão, mas com desalento, como se fosse algo mau”, por isso, têm como “um pequeno objetivo” que as pessoas celebrem o domingo, “e sejam missionários no seu meio”.
“Graças a Deus, somos uma terra de missão, porque quando acharmos que já não precisamos de ser evangelizados, significa que perdemos tudo o que é o objetivo, portanto, sempre em constante evangelização. E terra de missão, não só nos desafios que nos coloca, uma diocese extensíssima, com poucos recursos humanos, mas com gente muito boa, que precisa também de ser responsabilizada na missão”, desenvolveu.
“Missão ao largo”, indica D. Nuno Almeida, lembrando que “a missão também é ao lado”, às vezes, mesmo ao lado, “em casal, na família direta, nos sobrinhos”, o que implica ter essa atenção e, sobretudo, não existir “receio de partilhar com todos a alegria do Evangelho”.
A Igreja Católica celebra anualmente o Dia Mundial das Missões no penúltimo domingo de outubro, em 2026, no dia 18, e este ano comemora o centenário desta data instituída por Pio XI, em 1926, com o tema ‘Um em Cristo, unidos na missão’, escolhido por Leão XIV.
“É desafiante, é curioso ser no centenário, ‘um em Cristo’, e esta é a nossa grande missão, penso eu, é voltarmos a sentir-nos um, um corpo. E isto é uma luta diária, porque cada um de nós tem os seus talentos, os seus jeitos, as suas conquistas, e é fácil celebrar sozinho, e é difícil sentirmo-nos um”, acrescentou o padre Humberto Coelho, pároco de Carrazeda de Ansiães.
A nova equipa do Secretariado Diocesano da Missão e da Nova Evangelização de Bragança-Miranda, que está a ser formada, tem o desafio de promover na diocese “a unidade na celebração, na formação”.
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