Igreja/G7: Bispos apelam ao fim da corrida aos armamentos e exigem regulação da inteligência artificial

Mensagem subscrita por líderes católicos das sete maiores economias mundiais pede o acolhimento digno das populações deslocadas e a mitigação da crise ecológica

Foto: Lusa/EPA

Lisboa, 15 jun 2026 (Ecclesia) – Os presidentes das conferências episcopais dos países do G7 apelaram hoje aos chefes de Estado para abandonarem a lógica de poder e colocarem a dignidade humana no centro da governação global.

“A paz duradoura não pode ser garantida pela lógica do poder, pela corrida aos armamentos ou pela força rival”, advertem os responsáveis católicos.

A mensagem conjunta expressa profunda preocupação com a atual fragmentação geopolítica e com a redução da ajuda pública ao desenvolvimento por parte de várias nações industrializadas.

“As inovações tecnológicas nunca devem conduzir à desumanização das relações sociais ou à automatização de decisões que afetam a vida humana”, sustentam os prelados na missiva oficial.

O documento sublinha os riscos associados à revolução digital, citando diretamente os ensinamentos do Papa Leão XIV sobre a urgência de travar a competição cega por sistemas e algoritmos.

“Desarmar a IA significa libertá-la da mentalidade da competição «armada», que hoje não se limita simplesmente ao contexto militar, mas é também um fenómeno económico e cognitivo”, evoca a declaração episcopal.

O apelo internacional aborda a crise ecológica global como um fator direto no aumento das tensões sociais e no crescimento das deslocações forçadas de populações.

“Aqueles que são forçados a fugir da guerra, da perseguição, da pobreza ou das catástrofes climáticas não podem ser vistos como uma ameaça”, clarificam os responsáveis.

O texto é assinado pelos bispos católicos do Canadá, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Itália, Japão e Estados Unidos da América, contando ainda com o apoio institucional da Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia.

OC

 

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