Viseu: Bispo apela à oração pelo fim da guerra e apresenta Cristo como único capaz de «trazer esperança» a mundo «doente»

D. António Luciano presidiu à Eucaristia de Domingo de Páscoa, na catedral, onde lembrou o Papa Francisco

Foto: Diocese de Viseu

Viseu, 07 abr 2026 (Ecclesia) – O bispo de Viseu, D. António Luciano, apelou ao fim da guerra e lembrou as várias geografias do mundo marcadas por conflitos, na Missa de Domingo de Páscoa a que presidiu na catedral da cidade.

“Rezemos pelo fim da guerra na Terra Santa, em Israel e Palestina, nos países do Médio Oriente, na Ucrânia e em tantas partes do mundo destruídas pelo ódio, violência, terror e morte”, afirmou, na homilia enviada à Agência ECCLESIA.

O bispo diocesano pediu também “preces por todos os que são vítimas inocentes da guerra e por todos os que são discriminados pela raça, tribo ou crença política ou religiosa”.

Na intervenção, D. António Luciano exortou a não temer Cristo, evocando-o como o único capaz de oferecer esperança tendo em conta a situação do mundo.

“Que à luz da fé lhe abramos o nosso coração e a nossa vida, só Ele nos pode salvar e trazer esperança a um mundo cansado, doente e marcado por dores e aflições”, disse.

Na celebração que assinalou a Páscoa, a festa mais importante do calendário litúrgico da Igreja Católica, o bispo de Viseu destacou que a “ressurreição de Cristo não é apenas um acontecimento do passado”, mas “algo muito presente que transforma” a vida de todos.

Segundo D. António Luciano, “Cristo Ressuscitado é a maior e mais luminosa verdade da fé cristã”: “A morte foi vencida, o túmulo está vazio e a vida triunfou para sempre”.

Foto: Diocese de Viseu

A reflexão salientou que “o Domingo de Páscoa é o dia em que o amor de Deus se revela mais forte do que a morte, o dia em que o sol já mais se põe” e que “o silêncio da Sexta-Feira Santa e a espera de Sábado deram lugar à alegria que nunca mais acaba”.

“A Páscoa é também o triunfo da misericórdia, é o dia glorioso em que Cristo ressurgiu na alegria da mais bela primavera”, acrescentou o bispo.

D. António Luciano desejou que esta festa faça a todos “compreender que em Cristo Ressuscitado tudo é novidade do Espírito Santo e a vida nova recomeça: a criação é renovada e enche-se de flores, o Homem é reconciliado pelo Criador, que em Cristo Jesus venceu o pecado e a morte”.

“Não deixemos de anunciar ao mundo a boa notícia surgida na manhã do domingo de Páscoa: ‘Cristo Ressuscitou! Verdadeiramente! Aleluia! Aleluia! Aleluia!’”, referiu.

No final da homilia, o bispo diocesano ressaltou que a “ressurreição de Jesus é o remédio para sarar todos os males do mundo: humanos, eclesiais, religiosos, espirituais, sociais, políticos, económicos, éticos ou relacionais”.

D. António Luciano recordou ainda o falecimento do Papa Francisco, que decorreu na segunda-feira de Páscoa de 2025 (21 de abril).

LJ/OC

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