D. António Augusto Azevedo apontou a Igreja «mais viva», que conta com a participação de todos

Vila Real, 08 dez 2021 (Ecclesia) – O bispo de Vila Real presidiu hoje na Catedral local à Missa que marcou a abertura do Ano Jubilar, pelo centenário da diocese, pedindo uma Igreja “mais viva”.

“Precisamos de reavivar o sonho e trabalhar com alegria para uma Igreja diocesana com um rosto novo, apesar das cicatrizes de 100 anos, das rugas, um rosto novo, atraente, acolhedor, próximo. Uma Igreja que procura viver verdadeiramente segundo o Evangelho”, referiu D António Augusto Azevedo, na homilia da celebração, com transmissão online.

O responsável católico falou deste aniversário como “uma grande graça de Deus” e um “tempo intenso de ação de graças” por tudo o de bom que aconteceu no último século, considerado “particularmente rico” para a comunidade local.

O bispo de Vila Real quis fazer uma “memória grata” a todos os que fizeram parte deste “belo caminho”, com um “renovado ardor e paixão na missão de servir esta Igreja e este povo”.

A Eucaristia começou com um rito de entrada solene pela porta principal da Catedral, que D: António Augusto Azevedo abriu simbolicamente, evocando “uma Igreja que abre as portas ao mundo”.

O responsável desejou que esta seja “uma profunda experiência de misericórdia, de alegria e de paz”.

O bispo de Vila Real pediu às comunidades católicas “humildade e sabedoria” para saber reconhecer as próprias faltas, que considerou como atitude “profética” numa sociedade em que muitos se consideram “acima do bem e do mal”.

A homilia evocou ainda a fase diocesana do Sínodo 2021-2023, convocado pelo Papa, a nível mundial, desejando um “elevado empenho na construção do futuro”.

“A missão de cada um é essencial no caminho desta comunidade diocesana”, assinalou o presidente da celebração.

D. António Augusto Azevedo lamentou a falta de um “sentido amplo de Igreja”.

“Mais do que caminhar depressa, como alguns precipitadamente exigem, ou andar para trás, como uns poucos suspiram, importa sobretudo caminhar juntos”, sustentou, convidando a aprofundar os “laços de comunhão fraterna entre todos”.

O bispo de Vila Real rezou pela “ajuda materna” da Virgem Maria, no dia em que se celebra a solenidade da Imaculada Conceição, padroeira da diocese.

“Como Maria, confiemos na ação do Espírito, porque acreditamos que ele continua a conduzir a Igreja”, disse.

Foto: Agência ECCLESIA/HM

A intervenção deixou também uma referência à conclusão do Ano de São José, convocado pelo Papa, para celebrar uma “figura decisiva no Natal do Senhor” que aponta a um “modo sério de estar na vida e na Igreja”

Ao longo deste ano de centário vão realizar-se peregrinações jubilares à Sé de Vila Real.

“Hoje começamos um caminho: que seja aproveitado por todos, desde logo naquele que será o sinal maior, a peregrinação à Sé, com este sentido jubilar”, disse D. António Augusto Azevedo, no final da Missa, destacando que “a Igreja não pode ficar fechada dentro de portas”.

A Diocese de Vila Real foi criada pelo Papa Pio XI pela Bula ‘Apostolicae Praedecessorum Nostrorum’, de 20 de abril de 1922, com paróquias da Arquidiocese de Braga (166) e das Dioceses de Lamego (71) e de Bragança (19), ficando com os limites do distrito de Vila Real.

A Santa Sé concedeu a indulgência plenária para este jubileu centenário.

OC

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