Portugal/Solidariedade: «Pacto para a Saúde precisa vivamente do contributo das Misericórdias» – António José Seguro

Presidente da República inaugurou 15.º Congresso Nacional das instituições

Foto: Presidência da República

Braga, 05 jun 2026 (Ecclesia) – O presidente da República destacou o trabalho da União das Misericórdias Portuguesas como supletivo das falhas do Estado, durante a abertura do 15.º Congresso Nacional das instituições.

“É uma espinha dorsal da solidariedade do nosso país. É o país que funciona onde, com frequência, as Misericórdias são a única instituição que tem uma política de proximidade. E é, em muitas localidades do interior, a principal fonte de emprego”, afirmou António José Seguro, esta quinta-feira, perante a assembleia reunida no Fórum Braga.

A intervenção presidencial exigiu a elaboração de soluções a longo prazo para apoiar as famílias e aliviar a pressão sobre os sistemas de segurança social.

“O Pacto da Saúde precisa vivamente do seu contributo e do contributo das Misericórdias portuguesas. Não é apenas o Pacto, o país precisa verdadeiramente do vosso contributo e da vossa experiência”, apelou António José Seguro.

O chefe de Estado valorizou também o papel dos trabalhadores imigrantes no cuidado aos idosos para colmatar a crescente escassez de mão de obra nas instituições sociais.

“São elas e eles que, muitas vezes em silêncio, sustentam o que seria um colapso social sem a sua presença”, observou.

Já o presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) traçou um diagnóstico focado na falta de articulação das estratégias desenhadas para a área da longevidade.

“A persistência de lares ilegais e a permanência de utentes em contexto hospitalar por falta de respostas de retaguarda são um drama absoluto”, denunciou Manuel de Lemos, segundo nota enviada à Agência ECCLESIA pela UMP.

O responsável defendeu a urgência de uma abordagem integrada que garanta a reestruturação da rede de cuidados continuados e o reforço efetivo do apoio domiciliário.

“Somos atores incontornáveis das políticas sociais e promotores de inclusão num mundo em acelerada mudança e transformação”, sublinhou Manuel de Lemos.

Os trabalhos subordinados ao tema ‘A atualidade de uma evolução segura’ prosseguem até 6 de junho e assinalam os 50 anos da fundação da estrutura nacional.

OC

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