Lisboa, 28 jan 2022 (Ecclesia) – Frei José Nunes, antigo prior dos Dominicanos em Portugal, adiantou que os religiosos vão publicar as atas do colóquio dedicado aos 600 anos da província nacional.

“O mandato provincial é sempre um tempo em que é pedido a alguém que coordene um pouco, que visite as comunidades, que fale com cada um dos irmãos”, disse hoje o sacerdote da Ordem dos Pregadores, entrevistado no Programa ECCLESIA (RTP2).

No habitual espaço semanal de comentário à liturgia de cada domingo, frei José Nunes acrescenta que o prior provincial tenta “fazer tudo em comum”, e relaciona com a atual temática da sinodalidade, do caminhar juntos: “É um instrumento para pôr toda a gente a caminhar junta”.

No início deste mês de janeiro, a Província Portuguesa da Ordem Dominicana esteve reunida em capítulo, um encontro que congregou religiosos de Portugal e Angola, e elegeu como novo prior provincial frei José Manuel Correia Fernandes.

Frei José Nunes recorda que ao longo do seu mandato de provincial existiram muitas datas importantes que ajudaram a viver e a celebrar, como em 2021, os 800 anos da morte de São Domingos (1170-1221), o ‘dies natalis’ do fundador desta ordem religiosa, que viveu no século XIII.

Neste contexto, adianta que vão publicar as atas do colóquio ‘‘Rastos Dominicanos: De Portugal para o mundo’ sobre os 600 anos da província portuguesa da Ordem dos Pregadores, ereta canonicamente em 1418.

O encontro foi realizado em 2018 e o documento foi “esta semana para a tipografia”.

“Éramos um vicariato da província de Espanha, embora os dois primeiros provinciais da Península Ibérica, no século XIII, foram portugueses – Soeiro Gomes, companheiro de São Domingos, e frei Gil de Santarém”, salientou o professor de Teologia da UCP.

O anterior prior provincial dos Dominicanos em Portugal recorda que ao longo dos últimos anos houve uma tentativa de “responder aos desafios das sociedades e das nossas culturas”, onde estão presentes, nomeadamente Portugal e Angola, que ainda é um vicariato da província portuguesa, mas “qualquer dia vai-se emancipar porque está a crescer muito”.

“O carisma é o mesmo, a pregação, a evangelização em geral. Mas muito adaptada às situações que vivemos. Cada vez mais demos importância às redes sociais, aos sites, em fabricar pequenas notícias, vídeos, para o Whatsapp”, exemplificou o frei José Nunes.

PR/CB

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