«Não tenhamos medo da conversão», afirmou D. João Lavrador

Viana do Castelo, 03 abr 2026 (Ecclesia) – O bispo de Viana do Castelo apelou à conversão na homilia da Celebração da Paixão, esta tarde, e denunciou as lógicas de dominação, injustiça e indiferença que permanecem na sociedade.
De acordo com um comunicado enviado à Agência ECCLESIA, D. João Lavrador afirmou, num “tom simultaneamente pastoral e exigente”, que seguir o exemplo de Cristo na cruz “implica reconhecer o drama humano presente na sociedade atual, onde persistem lógicas de dominação, injustiça e indiferença. O bispo de Viana do Castelo apresentou o caminho de Cristo como “proposta de uma humanidade nova, fundada na dignidade, na fraternidade e na paz.
D. João Lavrador dissse que a Celebração da Paixão do Senhor é vivida em ambiente de “profundo recolhimento e silêncio” e desafiou os participantes a fazer deste dia um tempo de “verdadeira meditação, ligando o mistério da cruz à vida pessoal, comunitária e à realidade do mundo atual”.
De acordo com o comunicado da Diocese de Viana do Castelo, o silêncio desta Sexta-feira Santa traduz-se numa “atitude interior que permite acolher o sentido do sofrimento e da entrega de Cristo, um silêncio que não isola, mas que interpela e une cada pessoa à dor e às esperanças da humanidade”.
“Somos convidados a integrar este acontecimento na nossa vida pessoal e comunitária”, afirmou D. João Lavrador, apontando para um caminho de conversão contínua, marcado pela passagem da “vida velha” para uma vida nova.
O bispo de Viana do Castelo lembrou as vítimas das injustiças e das desigualdades e referiu que as atrocidades que acontecem na atualidade devem ser olhadas à luz do mistério da paixão, morte e ressurreição de Cristo, tendo por chave de interpretação o amor.
“Jesus não responde com teorias, mas com a sua própria vida”, referiu, acrescentando que só através da experiência do amor é possível compreender plenamente o sentido da cruz.
A concluir, D. João Lavrador apelou à conversão e à esperança, apontando o caminho da cruz como um caminho de transformação.
“Não tenhamos medo da conversão”, disse D. João Lavrador.
PR
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