D. João Lavrador assina nota para novo ano pastoral

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Viana do Castelo, 22 set 2022 (Ecclesia) – O bispo de Viana do Castelo alerta, numa nota pastoral publicada para o ano 2022-2023, que os atuais indicadores sociais “vão gerar ainda mais pobreza e carência de variada ordem”.

“A situação de guerra, a forte especulação e inflação que dela derivam, o aumento da taxa de juros nos empréstimos, o aumento nas faturas da luz, gás e alimentos, irão gerar ainda mais pobreza e carência de variada ordem”, escreveu D. João Lavrador, numa nota intitulada ‘Eu renovo todas as coisas’ (Ap. 21, 5)

Perante este cenário, o responsável católico exige uma “atenção redobrada por parte das comunidades para que, de modo organizado, se esteja atento e se ofereçam respostas de partilha junto dos mais carenciados”

Cada ano que começa é “sempre uma oportunidade para a renovação e para sonhar novos caminhos, a nível pessoal, familiar e comunitário”, escreveu o bispo da diocese minhota.

D. João Lavrador assinala que a comunidade católica quer “continuar o exercício exigente e nunca acabado de promover a sinodalidade na vida e na missão da Igreja”.

Os Conselhos Pastorais, Diocesano, Paroquiais, de Unidade Pastoral e Arciprestal, “a que temos de dar novo vigor, revestem-se de máxima importância no exercício da sinodalidade eclesial”, apela.

O bispo de Viana do Castelo convida “os membros da organização diocesana”, a quem agradece o empenho, “ao secretariado diocesano (COD), aos responsáveis arciprestais e paroquiais, às famílias de acolhimento e a todos os animadores e jovens em geral, que dediquem todo o seu esforço, energia, criatividade e capacidade de acolhimento para que” as Jornadas Mundiais da Juventude ofereçam “os frutos evangelizadores que todos esperamos na nossa diocese”.

O prelado lança também “um apelo às autoridades públicas para que os pobres sejam sempre uma prioridade nas suas tomadas de decisão” e que “tudo se faça em favor da justiça, da solidariedade e do bem comum”.

“O secularismo, muitas vezes agressivo, e que se manifesta por vários meios, está a corroer o tecido cristão das nossas comunidades. Exige-se um estudo atento deste fenómeno e as devidas respostas que assentam sempre numa sólida evangelização”, lê-se no documento do bispo de Viana do Castelo.

LFS/OC

Viana do Castelo: Bispo diocesano presidiu à abertura do Ano Pastoral

 

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