Operação para remoção de nódulo no pulmão decorre no Hospital Gemelli

Cidade do Vaticano, 12 out 2026 (Ecclesia) – O Papa vai ser internado esta terça-feira, “ao final da manhã”, no Hospital Gemelli, de Roma, para remover um nódulo no pulmão, adiantou hoje a sala de imprensa da Santa Sé.
Leão XIV anunciou este domingo que iria ser operado, a conselho dos seus médicos.
“Caríssimos, recentemente, durante alguns exames, os médicos detetaram-me um nódulo circunscrito no pulmão; foi identificado numa fase muito inicial e está localizado”, disse, no final da recitação do ângelus, desde a janela do apartamento pontifício.
O pontífice, com 71 anos de idade, explicou que os médicos “consideram oportuno intervir”.
“Por isso, seguindo os seus conselhos, decidi submeter-me a uma cirurgia para o remover. A cirurgia já está marcada para os próximos dias. Agradeço-vos pela vossa proximidade espiritual e confio nas vossas orações”, acrescentou, antes de se despedir dos milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.
Em comunicado, a Prefeitura da Casa Pontifícia adiantou que “devido à hospitalização do Santo Padre, todas as audiências ficam canceladas até terça-feira, 20 de outubro”.
A sala de imprensa da Santa Sé informou, esta manhã, que o nódulo no pulmão detetado no Papa foi “identificado durante exames de rotina”, sem quaisquer sintomas que denunciassem o problema.
O Gemelli tem, no seu 10.º andar, a chamada “ala dos Papas”, que recebeu São João Paulo II em sete ocasiões, e o Papa Francisco em quatro ocasiões, incluindo pouco antes da sua morte, em abril de 2025.
O tempo estimado de recuperação após a operação vai ser de cerca de uma semana.
A decisão clínica obrigou a alterar o programa do encontro mundial sobre os dez anos da exortação apostólica sobre a família, ‘Amoris Laetitia’, que decorre no Auditório Paulo VI.
O responsável pela metodologia da cimeira, padre Giacomo Costa, assumiu que a operação do Papa implica “mudanças também no modo de conceber o desenvolvimento” dos trabalhos.
O sacerdote jesuíta adiantou que o relatório de síntese final fica temporariamente suspenso, porque Leão XIV manifestou “o desejo de escutar e de dizer a sua palavra”.
O Papa pediu para receber o documento “uma vez saído do internamento”, reservando a oportunidade de retomar os textos redigidos pelos bispos e orientar a reflexão.
O consultor da Secretaria-Geral do Sínodo valorizou a vontade do pontifice de “ter a possibilidade de dizer uma palavra para ajudar o compromisso de toda a Igreja”.
A celebração eucarística de encerramento do evento, agendada para 14 de outubro na Praça de São Pedro, vai ser agora presidida pelo novo decano do Colégio Cardinalício, cardeal Luis Antonio Tagle.
”Na Missa rezaremos de modo particular pela saúde do Santo Padre além de pelas famílias”, adiantou o padre Giacomo Costa, em conferência de imprensa.
Leão XIV manteve todas as audiências institucionais previstas para a manhã de hoje, mas vai estar ausente dos trabalhos desta tarde no Paulo VI.
Robert Francis Prevost, até então prefeito do Dicastério para os Bispos, foi eleito como Papa a 8 de maio de 2025, após dois dias de Conclave, sucedendo a Francisco.
O primeiro pontífice norte-americano foi missionário e arcebispo no Peru, tendo ainda sido superior geral da Ordem de Santo Agostinho.
OC
Vaticano: Papa vai ser operado para retirar nódulo no pulmão
