Papa pede que católicos sejam «testemunhas do amor evangélico»

Cidade do Vaticano, 11 out 2026 (Ecclesia) – O Papa afirmou hoje, no Vaticano, que a fé cristã oferece uma esperança real ao mundo, rejeitando qualquer superficialidade na vivência e no testemunho religioso.
“A alegria que anunciamos não é artificial, mas profunda, concreta e real”, sustentou Leão XIV, desde a janela do apartamento pontifício, antes da recitação dominical do ângelus.
A reflexão papal partiu da parábola evangélica do banquete nupcial para ilustrar a frustração de um rei que vê os seus convites festivos ignorados ou recusados pelos convivas originais.
“Infelizmente, isto também acontece: nem sempre o bem que oferecemos é compreendido, reconhecido ou apreciado; pelo contrário, por vezes é mal interpretado e rejeitado”, lamentou.
O pontífice explicou que Deus alarga permanentemente o seu chamamento para que a salvação chegue a todos.
“Quando algo de bom acontece, acende-se uma luz que nos leva a incluir os outros na nossa felicidade”, descreveu o Papa, socorrendo-se do pensamento de São Tomás de Aquino sobre a natureza do bem.
Leão XIV recorreu igualmente a São Jerónimo, teólogo do século IV e autor da célebre tradução latina da Bíblia, para descodificar os protagonistas desta narrativa evangélica.
A festa de casamento é a nossa, e a sala do banquete são as nossas igrejas, as nossas casas, os lugares onde vivemos e onde o Filho do Rei, Jesus Cristo, volta todos os dias para nos declarar o seu amor, aguardando o nosso sim.”
A reflexão papal associou o compromisso de vida cristã à beleza genuína dos “sorrisos, as lágrimas, os apertos de mão e os gestos de bondade” de cada dia, falando nas “joias das boas obras”.
“Peçamos a Maria, Mãe do Senhor, que nos ajude a crescer nesta alegria, anunciando-a sempre e em toda parte com generosidade, coragem e fé, mesmo onde não é compreendida”, indicou Leão XIV, perante milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.
Após a oração, e antes de anunciar que ia ser operado por causa de um nódulo no pulmão, o Papa evocou a beatificação da irmã Maria Ignazia Isacchi (1857-1934), fundadora da Congregação das Ursulinas do Sagrado Coração de Jesus.
“Entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX, dedicou-se com caridade corajosa aos necessitados e desfavorecidos. Que o seu exemplo reavive em todos nós o desejo de sermos, no mundo, testemunhas do amor evangélico para com todos”, desejou.
OC
Vaticano: Papa vai ser operado para retirar nódulo do pulmão
