Francisco pede orações pelo seu antecessor, falecido este sábado

Foto: Lusa/EPA

Cidade do Vaticano, 01 jan 2023 (Ecclesia) – O Papa Francisco homenageou hoje o seu antecessor, Bento XVI, falecido este sábado, aos 95 anos de idade, como um “fiel servidor do Evangelho e da Igreja”.

“O início de um novo ano é confiado a Maria Santíssima, que hoje celebramos como Mãe de Deus. Nestas horas invocamos a sua intercessão, em particular pelo Papa emérito Bento XVI, que deixou este mundo na manhã de ontem [sábado]”, declarou, desde a janela do apartamento pontifício, antes da recitação da oração do ângelus.

“Unamo-nos todos juntos, com um só coração e uma só alma, ao dar graças a Deus pelo dom deste fiel servidor do Evangelho e da Igreja”, acrescentou, numa intervenção saudada pela multidão com uma salva de palmas.

O Papa emérito faleceu às 09h34 (menos uma em Lisboa) deste sábado, no antigo mosteiro ‘Mater Ecclesiae’, do Vaticano, onde residia desde 2013, após a sua renúncia ao pontificado.

Francisco evocou ainda a celebração do 56.º Dia Mundial da Paz, para o qual escolheu o tema ‘Ninguém pode salvar-se sozinho. Juntos, recomecemos a partir da Covid-19 para traçar sendas de paz’.

Se quisermos reconstruir a esperança, precisamos abandonar as linguagens, os gestos e as escolhas inspiradas pelo egoísmo – as linguagens, os gestos e as escolhas inspiradas pelo egoísmo – e aprender a linguagem do amor, que é cuidar”.

No início de um novo ano, o Papa desafiou os presentes a ter cuidado com a própria vida, o seu tempo, a sua alma, o ambiente e com o próximo, “os irmãos e irmãs necessitados”.

“Perante as crises pessoais e sociais que vivemos, perante a tragédia da guerra, somos chamados enfrentar os desafios do nosso mundo com responsabilidade e compaixão. E podemos fazer isso se cuidarmos uns dos outros e se, todos juntos, cuidarmos da nossa casa comum”, apelou.

Após a oração, Francisco dirigiu votos de um bom ano para todos os que acompanharam a cerimónia e pediu o fim da “intolerável” guerra na Ucrânia e noutras regiões, que “semeia morte e destruição”.

“De todo o mundo, em todos os povos, brota o grito: não à guerra, não ao rearmamento. Que os recursos sejam destinados ao desenvolvimento: saúde, alimentação, educação, trabalho”, sustentou.

OC

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