Francisco diz que está em causa «aprendizagem de um modo de viver a Igreja»

Cidade do Vaticano, 22 set 2021 (Ecclesia) – O Papa e o seu Conselho de Cardeais estiveram reunidos na tarde desta terça-feira para debater o processo que vai levar ao Sínodo de 2023, envolvendo as dioceses de todo o mundo, informou hoje o Vaticano.

Em nota enviada aos jornalistas, a sala de imprensa da Santa Sé destaca que Francisco “esclareceu como, no cerne da reflexão, não está tanto o aprofundamento deste ou daquele tema, mas a aprendizagem de um modo de viver a Igreja”, marcado “a todos os níveis pela escuta mútua e pela atitude pastoral, particularmente diante das tentações de clericalismo e rigidez”.

O encontro, em formato digital, reuniu oito participantes, de vários países, que bordaram “aspetos que tornam o caminho sinodal particularmente necessário, nas suas próprias terras, para superar os sectarismos e os interesses particulares”.

O Papa recordou duas intervenções identificadas como “centrais” para o seu pensamento sobre a próxima assembleia sinodal, o discurso de 2015 para o 50.º aniversário da criação do Sínodo dos Bispos e a mensagem dirigida aos fiéis da Diocese de Roma, no último sábado.

O processo sinodal vai decorrer de outubro de 2021 a outubro de 2023, sobre o tema “Para uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”, tendo sido publicadas, Secretaria Geral do Sínodo, um conjunto de orientações, no documento preparatório e no vade-mécum, cuja tradução portuguesa vai ser publicada nos próximos dias.

O arranque da próxima assembleia sinodal acontece no Vaticano, sob a presidência do Papa Francisco, nos próximos dias 9 e 10 de outubro, e em cada diocese católica, sob a presidência do respetivo bispo, a 17 de outubro.

A Santa Sé publicou o documento preparatório e propõe um vade-mécum metodológico para o Sínodo dos Bispos, que pode ser definido, em termos gerais, como uma assembleia de representantes dos episcopados católicos de todo o mundo, a que se juntam peritos e outros convidados, com a tarefa ajudar o Papa no governo da Igreja.

OC

 

 

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