Medida foi aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU, após pedido de António Guterres e do próprio Francisco

Foto: Unicef

Cidade do Vaticano, 05 jul 2020 (Ecclesia) – O Papa saudou hoje a adoção de um cessar-fogo global imediato para combater a pandemia, por parte da ONU, uma medida que tinha sido pedida pelo português António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, e pelo próprio Francisco.

“É louvável o apelo por um cessar-fogo global e imediato, que permitiria a paz e a segurança indispensáveis para fornecer a assistência humanitária, tão urgentemente necessária”, referiu o pontífice, desde a janela do apartamento pontifício, no Vaticano.

O Conselho de Segurança da ONU aprovou esta quarta-feira, por unanimidade, uma resolução que pede um cessar-fogo global, de forma a facilitar a luta contra a Covid-19.

Francisco recordou as “consequências devastadoras” da pandemia, principalmente em áreas já sujeitas a conflito.

“Espero que esta decisão seja implementada de maneira eficaz e imediata, para o bem de muitas pessoas que sofrem. Que esta resolução do Conselho de Segurança se torne um primeiro passo, corajoso, em direção a um futuro de paz”, apelou o Papa, após a recitação da oração do ângelus, que reuniu centenas de pessoas na Praça de São Pedro.

O cessar-fogo global responde aos apelos feitos pelo secretário-geral António Guterres, em março, e pela Assembleia Geral da ONU, em abril.

A resolução do Conselho de Segurança manifesta “grande preocupação com o impacto arrasador da Covid-19, especialmente em países onde ocorrem conflitos armados, que vivem um pós-conflito ou crises humanitárias”.

O organismo exige o fim imediato de confrontos e apela a todas as partes em conflito que façam, imediatamente, uma pausa humanitária de pelo menos 90 dias consecutivos.

OC

«Urbi et Orbi»: Papa reforça apelo a cessar-fogo global e imediato

Antes da oração do ângelus, o Papa refletiu sobre o “alívio” que Cristo oferece aos cansados e oprimidos do mudo.

“A alegria dos pobres de serem evangelizados e construtores da nova humanidade: é este o alívio, a alegria, a alegria que Jesus nos dá é única”, referiu.

Francisco falou numa mensagem que Jesus dirige ainda hoje a um mundo que exalta os ricos e poderosos, os quais muitas vezes “espezinham as pessoas e a sua dignidade”.

A Igreja, acrescentou, é chamada a “viver as obras da misericórdia e a evangelizar os pobres, a ser mansa e humilde”.

 

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