D. Nuno Brás despediu-se das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena, que deixam a Fundação Zino após 57 anos de serviço

Foto: Jornal da Madeira

Funchal, Madeira, 04 jul 2020 (Ecclesia) – O bispo do Funchal lamentou esta sexta-feira a falta de “testemunhas credíveis da ressurreição de Jesus”, num dia em que se despediu das Dominicanas de Santa Catarina de Sena, que deixam a Fundação Zino após 57 anos de serviço.

“Um dos grandes dramas do mundo contemporâneo é a falta de testemunhas credíveis da ressurreição de Jesus. De homens e de mulheres que vivem de tal forma, que mostrem de tal forma a sua fé que quem contactar com eles seja capaz de reconhecer que, verdadeiramente Jesus ressuscitou”, referiu D. Nuno Brás, numa intervenção divulgada pelo ‘Jornal da Madeira’.

A celebração prestou homenagem ao serviço das religiosas na Fundação Cecília Zino, uma Instituição Particular de Solidariedade Social que fornece assistência a crianças desprotegidas do sexo feminino.

“Nos anos 90 éramos uma ilha florescente em quantidade e qualidade de vocações, mas de repente, no espaço de 20 anos, deixaram de existir vocações”, alertou o bispo do Funchal.

O responsável católico rezou para que “o Senhor faça surgir vocações de consagração, que possam continuar a obra destas irmãs” e também para que a instituição, “mesmo sem a presença das irmãs, continue sempre a ser uma instituição que saiba acolher, que saiba formar, que saiba ensinar todos quantos por aqui passam a olhar o mundo com os olhos de Deus”.

Antes da bênção final, a irmã Alzira Ferreira, superiora provincial das Dominicanas de Santa Catarina de Sena em Portugal, referiu que foi num “contexto de solidariedade” que surgiu a Fundação Zino, cuja história se cruza com a das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena em 1963.

“As irmãs não podem continuar a apoiar fisicamente a fundação, mas ela continua no coração de Deus e no da Madre Teresa de Saldanha, que continuará a olhar por esta obra tão bonita e que tanto faz em prol destas crianças”, assinalou.

OC

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