Papa visita quatro países, incluindo Angola, de 13 a 23 de abril

Vaticano, 09 abr 2026 (Ecclesia) – Leão XIV prepara-se para iniciar a mais longa viagem do seu pontificado, num périplo por quatro países africanos que será marcado pela defesa da paz e pela condenação da exploração de recursos, informou hoje o Vaticano.
O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, apresentou o programa oficial da deslocação, que decorre de 13 a 23 de abril e inclui passagens pela Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial.
A terceira viagem internacional do pontífice norte-americano abordará a realidade de um continente atravessado pela violência e pelos fenómenos migratórios.
“É uma viagem pela riqueza deste grande continente, povoado por povos e mundos diferentes”, assinalou o porta-voz do Vaticano.
A etapa em Angola centra-se no valor da juventude e na denúncia das “feridas da corrupção, da exploração e do colonialismo”.
Matteo Bruni sublinhou que a nação da África Austral possui uma forte identidade religiosa, capaz de contrariar a resignação social.
“Um verdadeiro recurso espiritual e uma força de mudança”, indicou.
A conferência de imprensa detalhou o arranque do roteiro na Argélia, um país inédito no trajeto das viagens pontifícias, marcado pela herança de Santo Agostinho, fundador da ordem religiosa de que o atual Papa (Robert Francis Prevost) foi responsável mundial.
O porta-voz do Vaticano assinalou que o contexto geográfico argelino permitirá a Leão XIV abordar a crise humanitária no Mediterrâneo e a necessidade de colaboração entre cristãos e muçulmanos.
A intervenção papal focará também o “risco de exploração dos recursos por parte de outros, sejam pessoas ou organizações”.
Nos Camarões, o Papa vai encontrar um país afetado pelos extremismos religiosos e por conflitos regionais no norte e sudoeste.
O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé referiu que as tensões locais serão contrabalançadas pelo apoio ao papel das religiões e da sociedade civil, bem como pela defesa da ecologia integral.
“Um país que atravessa provações complexas devido à coexistência de realidades diversas”, explicou.
A passagem pela Guiné Equatorial encerra o roteiro papal, evidenciando o compromisso da Igreja local na construção de uma cultura de paz num território rico em matérias-primas e diversidade cultural.
A comitiva do Vaticano integra vários cardeais, incluindo os africanos Peter Appiah Turkson e Robert Sarah, sem “medidas especiais” de segurança.
Matteo Bruni destacou que a viagem coincide com a evocação do primeiro aniversário da morte do Papa Francisco, a 21 de abril.
OC
