D. Rui Valério escreveu carta à igreja diocesana, onde pede às comunidades que nas missas do fim de semana se unam a Leão XIV e às vítimas da guerra

Lisboa, 09 abr 2026 (Ecclesia) – O patriarca de Lisboa dirigiu hoje uma carta à diocese a apelar à união em torno da vigília pela paz convocada pelo Papa para o próximo sábado.
“Também nós, no Patriarcado de Lisboa, somos chamados a responder com generosidade a este apelo. Ainda que distantes fisicamente, podemos e devemos unir-nos espiritualmente ao Santo Padre, acompanhando esta Vigília através dos meios de comunicação e fazendo da nossa oração um verdadeiro ato de comunhão com a Igreja universal”, escreveu D. Rui Valério, na mensagem partilhada no site do Patriarcado.
Na manhã de Páscoa, no último domingo, Leão XIV anunciou a convocação de uma vigília de oração pela paz, presidida por si, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, que se realizará pelas 18h (menos uma em Lisboa).
No texto, D. Rui Valério pede “a todas as comunidades do Patriarcado de Lisboa que, nas Missas deste sábado e Domingo, incluam na Oração Universal uma intenção especial pela paz, em união com o Santo Padre e com todos aqueles que sofrem por causa da guerra”.
Pode-se usar a seguinte: «Para que o Espírito dado por Jesus ressuscitado inspire os corações dos governantes a procurarem os caminhos da concórdia e da paz para o mundo, oremos» (esta intenção deve ser colocada em segundo lugar na ordem das intenções segundo o formulário proposto para o Domingo II da Páscoa)”, propôs.
O Patriarca assinala que se vive um “tempo em que a humanidade continua ferida por conflitos, violências e guerras que dilaceram povos inteiros”.
“Ressoa no nosso coração, com particular urgência, o apelo do Evangelho: ser construtores da paz, artesãos da reconciliação, testemunhas da esperança”, acrescenta.
Na carta, D. Rui Valério recorda com emoção o testemunho que chegou a Lisboa de um bispo de uma região marcada pela guerra, que fez um pedido com simplicidade e dor: “Não se esqueçam de nós. Tenham-nos presentes”.
“Estas palavras, que ecoaram na Vigília de Oração pela Paz que convoquei no passado dia 26 de março, na Basílica da Estrela, permanecem como um apelo vivo à nossa consciência cristã. Não podemos esquecer. Não queremos esquecer. A oração é a primeira forma de proximidade e solidariedade”, sublinhou.
O patriarca de Lisboa salienta que “a paz não é apenas ausência de guerra: é dom de Deus e tarefa confiada aos homens”.
“Nasce de corações reconciliados, cresce na justiça e floresce na caridade. Ao rezarmos pela paz, comprometemo-nos também a vivê-la no nosso quotidiano: nas nossas famílias, nas nossas comunidades, nas nossas relações”, desenvolve.
LJ/OC
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