Solidariedade: Secretariado português da Ajuda à Igreja que Sofre explica urgência na Venezuela e Moçambique

Organização vai apresentar documentários, sobre cinco realidades em três continentes, no Programa ECCLESIA

Foto: Lusa/EPA

Lisboa, 29 jul 2026 (Ecclesia) – A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) destaca a importância da solidariedade e da Igreja na Venezuela e em Moçambique, no lançamento de cinco documentários, que mostram essa presença em outras latitudes, no Programa ECCLESIA (RTP2), em agosto.

“Dada a situação dramática que se vive na Venezuela, e também a relação que existe há muitos anos com a própria Igreja, quando houve estes dois tremores de terra entrámos logo em contacto com os bispos, com os padres, com os nossos parceiros de projeto para saber o que é que era preciso fazer. Como é que podíamos ajudar e como é que podíamos ser eficientes”, disse a diretora do secretariado português da AIS à Agência ECCLESIA.

O duplo sismo de magnitude 7,2 e 7,5 atingiu a costa da Venezuela no dia 24 de junho, com menos de um minuto de intervalo, desencadeando centenas de réplicas.

Segundo Catarina Martins Bettencourt, as notícias que a fundação pontifícia recebeu “foram tão dramáticas, tão trágicas, os números tão duros”, que perceberam que não podiam “ficar indiferentes” a uma Igreja “já muito pobre, que já precisava de tanta ajuda”.

“Lançámos a nível internacional esse apoio, essa campanha para angariar fundos, numa primeira fase, para ajudar naqueles primeiros momentos, porque a preocupação no princípio era encontrar pessoas vivas; agora, numa segunda fase queremos apoiar na reconstrução”, acrescentou a diretora nacional da AIS.

O jornalista Paulo Aido, da Ajuda à Igreja que Sofre, acrescenta que “está a ser muito difícil”  as comunidades locais recomeçarem o seu quotidiano, sublinhando que a Venezuela “já era um país que vivia uma situação muito complicada”, e destaca o exemplo do cozinheiro Tony Pereira, responsável do refeitório social da Paróquia de Maiquetia, em La Guaira que funciona há 15 anos, “com o apoio também da Fundação AIS”.

Os dois entrevistados, no Programa ECCLESIA transmitido hoje, na RTP2, alertaram ainda para a perseguição vivida em Cabo Delgado, província no norte de Moçambique, onde os “ataques terroristas, desde 2017”, do autoproclamado Estado Islâmico, fizeram “mais de 6.300 mortos, mais de 1.200.000 deslocados, e as comunidades cristãs têm sido um dos alvos destes grupos armados”.

“O último ataque mais intenso foi na Paróquia de São Luís de Monfort [na localidade de Meza], a igreja, do tempo colonial, um edifício grande foi destruída, assim como a escolinha, o posto de saúde; significava que a Igreja, aqueles missionários, estavam a dar algum apoio social, e tudo isso foi destruído”, exemplificou Paulo Aido.

A diretora do secretariado português da AIS observou que o bispo de Pemba, D. António Juliasse, tem uma relação de “proximidade” com a fundação e transmite estas notícias, “porque, infelizmente, o mundo vive tantas guerras, há tantos focos de atenção, que Moçambique tem ficado para trás, esquecido”.

“D. Juliasse, uma das últimas vezes que falámos com ele, falava mesmo da construção de um califado na zona norte. São situações muito difíceis, e se existir este califado, será terrível para todos, não só para a comunidade cristã, mas também para os muçulmanos moderados”, referiu Catarina Martins Bettencourt.

Ao longo das próximas semanas, o Programa ECCLESIA vai apresentar cinco documentários da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, “sobre o trabalho missionário da Igreja perseguida e necessitada em várias partes do mundo”, todas as 4ª-feiras, entre 2 de agosto e 5 de setembro, na RTP2.

O jornalista Paulo Aido aconselha “vivamente os telespectadores a verem estes documentários”, sobre o Gana e a República Centro-Africana, em África, o Brasil, na América do Sul, e, na Europa, a Croácia e a Albânia, que “retratam a realidade da Igreja e destes países, e o trabalho único, que é insubstituível dos missionários”.

PR/CB/OC

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