D. Manuel Felício defende «humanização» do final de vida

Foto: Diocese da Guarda

Guarda, 10 abr 2020 (Ecclesia) – O bispo da Guarda presidiu hoje à celebração da Paixão do Senhor, na catedral diocesana, rezando por quem morre longe dos seus familiares.

“Fazemos uma prece especial por todos os que, particularmente nestes dias, morrem na solidão, longe dos entes queridos, sem terem por perto quem os acompanhe e os ajude a dar sentido ao momento mais decisivo da sua própria vida”, referiu D. Manuel Felício, numa homilia enviada à Agência ECCLESIA.

O responsável apresentou uma reflexão sobre a necessidade de “humanização” do final de vida, “particularmente neste tempo de crise em que a morte volta a fazer-se presente na esfera pública”.

“Sentimos a especial urgência de acompanhar as pessoas nas horas de sofrimento e sobretudo no momento único da sua morte. Esse acompanhamento pede-nos, primeiro que tudo, uma atitude de proximidade e empatia, para nos colocarmos no lugar do outro, sentindo o seu sofrimento e a sua dor”, assinalou.

A homilia de Sexta-feira Santa aludiu ao estado de emergência que se vive em Portugal, com a suspensão das celebrações comunitárias.

“Compreendemos que as pessoas fiquem assustados diante do sofrimento e das muitas limitações que diariamente experimentamos e que o susto aumente quando se trata de encarar o enigma da morte”, assinalou o bispo da Guarda.

OC

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