Setúbal: «A paz não acontece por acaso. A paz constrói-se, protege-se e serve-se» – D. Américo Aguiar

Cardeal presidiu à Eucaristia do Dia da Marinha, na catedral sadina

Foto: Diocese de Setúbal/Ricardo Perna

Setúbal, 24 mai 2026 (Ecclesia) – O bispo de Setúbal presidiu hoje à Missa do Dia da Marinha, destacando o serviço dos militares e apelando à construção de uma sociedade unida.

“A paz não acontece por acaso. A paz constrói-se, protege-se e serve-se. Talvez por isso, neste dia, a Igreja queira agradecer de modo muito particular todos os homens e mulheres da Marinha Portuguesa que, muitas vezes longe das suas famílias, em silêncio e discrição, garantem segurança, socorro, vigilância e serviço ao bem comum”, afirmou D. Américo Aguiar, na Sé diocesana.

A homilia, enviada à Agência ECCLESIA, evocou a escritora Sophia de Mello Breyner Andresen para ilustrar a necessidade de arriscar perante as incertezas, rejeitando atitudes passivas.

“A fé não elimina todos os medos, mas impede-nos de ficar parados no porto da resignação”, sublinhou D. Américo Aguiar.

O responsável católico recorreu à orgânica de uma embarcação para alertar contra “divisões, agressividade verbal, conflitos e polarizações”, defendendo que as diferenças devem convergir para o mesmo objetivo.

“Assim deve ser também a sociedade e assim deve ser Portugal: um país onde ninguém viva apenas para si próprio, mas onde todos se sintam responsáveis pelo bem comum”, indicou o cardeal.

A Missa na solenidade do Pentecostes evocou a ação do Espírito Santo, comparada às forças da natureza que orientam a navegação.

“Há ventos que desorientam — o medo, a violência, o egoísmo, a guerra, a indiferença —, mas há um vento que salva e renova: o Espírito de Deus”, explicou D. Américo Aguiar.

A Eucaristia incluiu preces pelos militares falecidos em serviço e pelas famílias que “sustentam” as exigências da missão marítima.

A Cerimónia Militar do Dia da Marinha 2026 realizou-se no sábado, junto ao Jardim Engenheiro Luís Fonseca, em Setúbal, tendo sido presidida pelo ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo.

OC

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