Luís Marques Mendes apresentou a obra que considera um «exercício de serviço público»

Braga, 08 jun 2026 (Ecclesia) – Luís Marques Mendes afirmou que a obra “A Família em Mudança: Valores, Gerações e Desafios na Sociedade Portuguesa” representa um “exercício de serviço público” e aborda a relação entre família e religião “sem nostalgias, sem preconceitos e sem constrangimentos”.
O livro foi apresentado no Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa, em Braga, e reúne um estudo académico desenvolvido ao longo de dois anos pelos sociólogos Eduardo Duque e José F. Durán Vázquez, e resulta de um inquérito nacional a mais de 3600 pessoas, promovido pelo Instituto Secular das Cooperadoras da Família no âmbito do congresso que assinalou, em 2025, os 100 anos de ordenação sacerdotal do Padre Joaquim Alves Brás.
De acordo com a informação publicada pelo Instituto Secular das Cooperadoras da Família, Marques Mendes destacou que, apesar das profundas mudanças, a obra mostra que a família continua a ser uma das instituições mais valorizadas pelos portugueses.
Para o advogado, o estudo não se limita a diagnosticar problemas, mas oferece pistas para compreender “o melhor momento para enfrentar os desafios” que se ecolocam à família.
Luís Marques Mendes considerou o estudo “um exercício de serviço público” e destacou o rigor analítico, a objetividade estatística e a coragem de abordar a relação entre família e influência religiosa “sem nostalgias, sem preconceitos e sem constrangimentos”.
Em declarações à Agência ECCLESIA, o padre Eduardo Duque afirmou que o estudo mostra que a família é uma “instituição em transformação”, que atribui menos importância à religião e mais aos desafios do trabalho ou das tecnologias digitais, encontrando-se em “processo de reconfiguração”.
“A família portuguesa situa-se entre a herança cultural das gerações anteriores e as exigências de uma sociedade mais democrática, plural e secularizada. Assim, não está em declínio, mas em processo de reconfiguração”, afirmou o sacerdote, professor da Universidade Católica Portuguesa.
O sociólogo afirma que a transformação da família faz parte de um “processo mais amplo de modernização social”, traduzido no “o enfraquecimento da autoridade patriarcal, a democratização das relações familiares e uma maior igualdade entre homens e mulheres”.
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