Porto, 16 jun 2018 (Ecclesia) – A Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos (LOC/MTC) afirma que vai “prosseguir com audácia, humildade e persistência” o seu serviço para que todos no mundo “tenham lugar e dignidade”, na ‘Declaração do Porto’ que resultou do encontro nacional.

“Atuaremos perante as tribulações e injustiças cometidas contra os mais desfavorecidos da sociedade. Seremos cidadãos mais ativos e empenhados na denúncia das causas que provocam uma sociedade tão desigual”, destaca a LOC/MTC.

Na declaração enviada à Agência ECCLESIA, que resulta do encontro nacional realizado na Paróquia de Leça do Balio, os trabalhadores cristãos afirmam que vão “continuar a participar” na vida pública com “sentido de missão”.

A LOC/MTC salienta que a construção da democracia “não está acabada” e as soluções governativas e, concretamente as leis laborais, “não são indiferentes para a vida das pessoas”.

“Participaremos na transformação do mundo e na ação pela justiça como dever cívico e político e numa dimensão constitutiva do nosso ser cristão”, explicam a ‘Declaração do Porto’.

Como trabalhadores cristãos querem “estimular” o envolvimento e compromisso na dinamização das organizações da sociedade e na democratização das instituições públicas, “participar e acompanhar as suas decisões”.

Do encontro nacional da Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos sai também a saudação aos avanços nas novas tecnologias da Robótica, da Digitalização, da inteligência artificial “pelo bem que trazem à vida humana e concretamente ao trabalho”.

Contudo, afirmam que, “na criação de Deus, em primeiro lugar há que cuidar e guardar o humano e defender o bem comum”.

“As tecnologias são ferramentas ao serviço do homem, da vida familiar e social, não podem sobrepor-se às pessoas”, realçam.

Os trabalhadores cristãos destacam também que o Papa Francisco está “a fazer do trabalho um pilar” do seu pontificado, e salientam que “os trabalhadores estão no centro das suas preocupações”, na sua reflexão, denúncias e propostas.

“E ligadas a estas, as questões da economia, da participação na construção da democracia, do papel das Organizações dos trabalhadores, da distribuição das riquezas, do cuidado e da dignidade dos pobres”, desenvolvem sobre o Pontífice argentino.

A LOC/MTC declara que a fé dá à pessoa “consciência da sua dignidade”, dá força para não se deixar escravizar e “para levar esse alento aos colegas trabalhadores”.

O encontro nacional, realizado a 10 de junho, na Paróquia de Leça do balio, em Matosinhos, teve como objetivo de partilhar a vivência da LOC/MTC, as angústias e esperanças”, procurando identificar a presença de Deus no meio das contradições do mundo laboral de hoje.

‘Humanizar e Evangelizar o Mundo do Trabalho’ é o lema que movimento está a viver até 2019, desde o 16.º congresso nacional realizado em 2016.

CB

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