D. Rui Valério presidiu à celebração em honra de Nossa Senhora do Ar e valorizou o trabalho de «combate aos incêndios» como exemplo da defesa de «valores supremos» que não se «esgotam no ter»

Foto Força Aérea Portuguesa

Lisboa, 15 jan 2020 (Ecclesia) – O bispo da Diocese das Forças Armadas e das Forças de Segurança presidiu hoje à Missa em honra da padroeira da Força Aérea Portuguesa, Nossa Senhora do Ar, que considera um exemplo da defesa de “valores supremos”.

“Ao pautar a sua ação pela salvaguarda da vida e dignidade de cada mulher e de cada homem e pela defesa da natureza, como tem acontecido nos últimos anos no combate aos incêndios, a Força Aérea, na senda da Sua Padroeira, revela e aponta para os Valores supremos que ultrapassam a mera conceção materialista que se esgota no ter”, disse D. Rui Valério, esta tarde, na igreja da Força Aérea, em São Domingos de Benfica.

Na homilia da Missa enviada à Agência ECCLESIA, o bispo das Forças Armadas e das Forças de Segurança de Portugal disse que a salvação de uma vida “não se circunscreve à garantia de que não se perca nos abismos da morte”, mas implica e comporta também outorgar-lhe um sentido para viver, “o alento e a alegria de estar vivo”.

Para D. Rui Valério, as alturas oferecem uma “visão prospectiva da realidade” e a “sabedoria observar ar a vida a partir do que é realmente detemrinante”:

“O Alto dá-nos a justa medida das coisas”, disse o bispo do Ordinariato Castrense.

“Nestes tempos de relativismo, bem manifesto na chamada cultura gasosa, que a Força Aérea seja um arauto do essencial e do permanente, fazendo prevalecer os valores duradouros que a espuma do tempo não apaga”, salientou.

D. Rui Valério alertou que existe “um forte deficit de confiança” a nível individual mas também na sociedade e observou que “o drama” está no facto que sem confiança “é a própria vida que está em risco”.

“A falta de confiança é a mais trágica paralisia que o ser humano pode protagonizar”, acrescentou, assinalando que a presença da Senhora do Ar na vida destes militares traduz-se na “salvaguarda da confiança” no que são e em tudo aquilo que fazem.

Foto Ordinariato Castrense

No dia que a Força Aérea Portuguesa celebra a sua padroeira, D. Rui Valério explicou que Nossa Senhora do Ar representa “uma referência de valores” que, para além de revelarem a sua “estatura grandiosa de mulher”, também “se afigura proposta na estruturação do caráter”.

A pedido da Força Aérea Portuguesa, Nossa Senhora do Ar foi proclamada sua padroeira pelo Papa São João XXIII, a 15 de janeiro de 1961: “Nossa Senhora do Ar/ Guiai-nos pelo além fora/ Pra que possamos voltar/ Pra que possamos voltar/ Ò minha Nossa Senhora” (hino).

O Papa convocou um Jubileu Lauretano para todos os que viajam de avião de 8 de dezembro de 2019 a 10 de dezembro de 2020; A abertura da Porta Santa do Jubileu decorreu na solenidade da Imaculada Conceição; Por decisão de Francisco, a Igreja Católica celebrou, pela primeira vez, a memória litúrgica de Nossa Senhora do Loreto, dia 10 dezembro de 2019.

CB/PR

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