Vasco Cordeiro visitou templo na ilha do Faial que foi atingido por um incêndio a 4 de janeiro

Foto Governo Regional dos Açores

Angra do Heroísmo, Açores, 15 jan 2020 (Ecclesia) – O presidente do Governo regional dos Açores visitou a igreja do Capelo (Faial) e disponibilizou apoio para o projeto de arquitetura, o restauro de peças e comparticipação na recuperação do templo, atingido por um incêndio no dia 4 de janeiro.

“Ficou já acertado o apoio ao nível do projeto de arquitetura para a recuperação (da igreja) e também nos trabalhos de restauro da arte e conjunto de coisas que é importante recuperar”, adiantou Vasco Cordeiro, esta terça-feira, na visita à igreja Paroquial do Capelo, na ilha do Faial.

Na informação publicada no sítio online do Governo Regional dos Açores, o seu presidente adiantou que os procedimentos vão avançar de imediato e, uma vez elaborado o projeto de arquitetura, será possível ter uma ideia para os custos da obra de recuperação da igreja de Santa Ana.

”Entre o Governo dos Açores, a Câmara Municipal da Horta, que manifestou essa disponibilidade, a própria comunidade do Capelo, julgo que será possível, o mais rapidamente, termos esse processo em andamento”, acrescentou.

Na visita à igreja, Vasco Cordeiro foi acompanhado pelo pároco desta comunidade, padre Fábio Carvalho, pelo Ouvidor Eclesiástico do Faial, padre Marco Luciano, pela presidente da Junta de Freguesia, Ana Oliveira, pelo vice-presidente do Município da Horta, Luís Botelho, e pelo secretário regional da Educação e Cultura, Avelino Meneses.

O incêndio que atingiu o templo católico, na noite de 4 de janeiro, destruiu parte da cobertura, designadamente a da capela-mor, a sacristia, o arquivo paroquial, os paramentos e as alfaias litúrgicas; A igreja de Santa Ana foi edificada em 1680 e substituiu outro templo mais antigo, destruído pela crise vulcânica de 1672.

Com esta visita, o presidente do executivo dos Açores manifestou a sua solidariedade pessoal e do Governo dos Açores com a comunidade do Capelo por um “acontecimento que, compreensivelmente, é até traumático” para a freguesia e para a Igreja da ilha do Faial.

O bispo de Angra reagiu em comunicado ao incêndio e escreveu que “independentemente do que originou este sinistro” estavam “perante uma provocação ao sentimento religioso e comunitário”, e, igualmente, “uma profunda ofensa ao património de um povo que tem na sua Igreja paroquial o sinal da sua vivência de relação com Deus e, igualmente, o sentido de pertença comunitária”.

D. João Lavrador associou-se ao momento de dor e consternação por este “triste e dramático” incêndio e enviou uma palavra de solidariedade ao pároco.

A comunidade paroquial do Capelo vai participar nas Missas das igrejas da Praia do Norte e de Castelo Branco, os dois templos mais próximos.

CB/PR

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