Diocese divulgou regulamento para reunião que convoca todos e vai ser coordenada por D. Joaquim Dionísio, bispo auxiliar

Porto, 20 jun 2026 (Ecclesia) – A Diocese do Porto divulgou Regulamento Geral do Sínodo Diocesano do Porto, indicando que tem o objetivo de “responder aos desafios urgentes da evangelização”, envolver “todos os batizados” e estabelecer “diretrizes pastorais claras para os próximos anos”.
De acordo com o documento, publicado na página da internet da Diocese do Porto, “a diminuição da prática religiosa e o desconhecimento da fé, a indiferença religiosa e a crescente urbanização, o enfraquecimento dos vínculos comunitários e a ministerialidade da Igreja” convocam toda a comunidade a “caminhar e responder aos desafios urgentes da evangelização”.
“Face ao diagnóstico, este sínodo propõe-se contribuir para a renovação do ardor missionário nas nossas paróquias e nas demais estruturas diocesanas, promovendo a corresponsabilidade de todos os batizados e estabelecendo diretrizes pastorais claras para os próximos anos”, acrescenta o regulamento.
O documento indica que o Sínodo Diocesano do Porto, que tem por lema “Ser Porto: Formar, Reformar, Transformar”, vai ter uma primeira fase preparatórioa, depois a Assembleia Sinodal e, num terceiro momento, a Fase de Receção.
“Todos os diocesanos são convidados a caminhar e a participar na construção de uma Igreja local mais atenta, acolhedora e missionária”, refere o regulamento.
O sínodo diocesano apresenta-se como o evento em que se manifesta, de forma privilegiada, a comunhão eclesial. Longe de qualquer tentação de parlamentarismo humano, o sínodo é um exercício espiritual de escuta mútua e, sobretudo, de escuta do Espírito Santo (Ap 2, 7), para discernir os “sinais dos tempos” (GS 4) na nossa realidade local”.
Sínodo Diocesano do Porto vai ser coordenado por D. Joaquim Dionísio, bispo auxiliar do Porto, que apela à concretização dos “termos sinodais”, nomeadamente “a palavra, o diálogo, a escuta”.

“Depois desta fase dita mais de divulgação, de preparação, vamos entrar numa outra fase dita de auscultação. Ou seja, no primeiro semestre de 2027, as equipas sinodais, grupos sinodais, em todas as paróquias, secretariados, escolas, onde haja possibilidade de serem formadas, vão ser auscultadas de acordo com materiais, conteúdos, esquemas que vão ser divulgados”, indicou D. Joaquim Dionísio em entrevista ao jornal Voz Portucalense.
A partir da auscultação, vai ser elaborada o “instrumento de trabalho”, que vai ser apresentado em dezembro de 2027, para ser debatido as assembleias sinodais, previstas para os primeiros quatro meses de 2028.
“Queremos que todo este esforço, este caminho, se transforme depois num processo, nesse novo estilo de ser Igreja que parte deste evento”, apontou o coordenador do Sínodo Diocesano do Porto, adiantando que as conclusões vão ser apresentadas no dia 4 de junho de 2028, dia de Pentecostes, a que se segue a “a grande fase, o grande desafio que é sempre a receção”.
PR
