Porto: Bispo pede protagonismo maduro à Ação Católica Rural

Conselho Nacional foi espaço de apresentação do caderno de trabalho para 2026 e incluiu reflexão sobre encíclica do Papa Leão XIV

Foto: Ação Católica Rural

Lisboa, 29 set 2026 (Ecclesia) – O bispo do Porto pediu este sábado à Ação Católica Rural (ACR) que tenha um protagonismo maduro, na Missa de Encerramento do Conselho Nacional deste movimento, que decorreu em Sobrado, Valongo.

D. Manuel Linda justificou o apelo pelo facto de a ACR ser um conjunto de leigos ativos, de uma dimensão humanística profunda, que se aceitam no Evangelho, e na palavra de Jesus Cristo procuram transformar o mundo, informa um comunicado enviado à Agência ECCLESIA.

O bispo presidiu à Eucaristia, em comunhão com a comunidade de Sobrado.

O Conselho Nacional da Ação Católica Rural contou com a participação das Dioceses de Aveiro, Braga, Coimbra, Funchal, Guarda, Lamego, Porto, Santarém, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu, bem como elementos da Equipa Nacional.

Segundo adianta o comunicado do movimento, os trabalhos tiveram início com a avaliação das Linhas de Força, sob o slogan “Caminhar juntos na esperança para um mundo justo e fraterno”, com base nos projetos de trabalho das dioceses.

“Avalia-se que, no meio das dificuldades, foi possível mostrar atividades boas e realidades positivas, salientando-se ainda o enfoque na Revisão de Vida e acolhimento de novos militantes; todas as dimensões das linhas temáticas foram referidas, com ações concretas”, pode ler-se.

O Conselho seguiu depois com a apresentação do caderno de trabalho para 2026, intitulado, “Sujar as mãos no canteiro de obras do nosso tempo”, adaptado da encíclica do Papa Leão XIV ‘Magnifica Humanitas’ (a magnífica humanidade).

Já no período da tarde, o padre Ricardo Mendes, dos Salesianos, convidou a visitar este documento, explorando diferentes partes do texto, lembrando que não se não se trata de uma reflexão sobre Inteligência Artificial, mas sim sobre ‘A pessoa humana na era da inteligência artificial’.

O Conselho Nacional da ACR decorreu ao mesmo tempo que o Encontro de Campistas que o movimento assinala como um “um tempo para reencontrar amigos, recordar experiências, partilhar vivências e, sobretudo, fortalecer laços, depois da experiência do Campo de Fé e Trabalho, realizado na Diocese de Leiria-Fátima, mais propriamente na União de Freguesias de Boa Vista e Santa Eufémia”, em agosto.

“Foi uma semana que envolveu os participantes em trabalhos de manutenção, na limpeza de espaços públicos e em relevantes ações de proximidade com crianças, idosos e a comunidade em geral”, lembra o comunicado.

No final do documento, a ACR “reassume plenamente o seu papel de leigos conscientes e ativos, que quer continuar a caminhar na esperança, e ao serviço de um mundo mais justo e fraterno”.

A Ação Católica Rural é um movimento formado e dirigido por leigos jovens e adultos, abrangendo na sua ação os adolescentes e crianças, obedecendo às características gerais da Ação Católica, e dedicando-se de forma organizada à Evangelização e promoção do Meio Rural; foi fundada em 1933, mas a sua forma organizativa era diferente, sofrendo evoluções diversas, até se constituir como ACR em 1977.

LJ/OC

Igreja/Portugal: Jovens da Ação Católica Rural realizaram «Campo de Fé e de Trabalho»

Partilhar:
Scroll to Top