Igreja/Ensino: Simpósio quer «traçar mapas educativos» que «servirão como o GPS» para novos caminhos

«Queremos trazer de Fátima respostas, mas, sobretudo, compromissos para a educação», afirmou o professor Jorge Novo

Lisboa, 28 set 2026 (Ecclesia) – A Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé, da Igreja Católica em Portugal, realiza o Simpósio ‘Traçar mapas educativos para uma Magnífica Humanização’, esta sexta-feira e sábado, 2 e 3 de outubro, no Santuário de Fátima.

“Este simpósio é para traçar novos mapas educativos, os mapas antigos trouxeram-nos até aqui, mostraram-nos os obstáculos, mostraram-nos o terreno. O território educativo mudou, os caminhos hoje já são diferentes, então, os novos mapas servirão como o GPS para nos orientar no caminho”, disse o diretor do Secretariado Diocesano de Educação Moral de Religiosa Católica (EMRC) de Bragança-Miranda, hoje, 28 de setembro, à Agência ECCLESIA.

O professor Jorge Novo acrescenta que esse caminho deve ser escolhido por eles, e essa também é “a grande questão ou um dos desafios” deste simpósio, para onde é que querem “que a educação vá”, sobretudo, “na centralidade da pessoa, do aluno”.

O simpósio é, ao mesmo tempo, para refletir e uma oportunidade para definir, para escolher caminhos. Nós não vamos ao Simpósio a Fátima só para refletir, ou só para levar perguntas. Queremos trazer de Fátima respostas, mas, sobretudo, compromissos para a educação.”

O Simpósio sobre a Educação e Escola em Portugal, com o tema ‘Traçar mapas educativos para uma Magnífica Humanização’, vai realizar-se nos dias 2 e 3 de outubro, esta sexta-feira e sábado, em Fátima; no Centro Pastoral Paulo VI, do santuário mariano, e no Centro de Estudos de Fátima, que acolhe a sessão cultural ‘Magnífica Humanização’, às 21h30, do primeiro dia.

Este encontro, explica Jorge Novo, vai acontecer na celebração da “feliz efeméride” dos 40 anos da Lei de Bases do Sistema Educativo, “que integrou o Ensino Moral e Religiosa Católicas, nos planos curriculares do Ensino Básico e Secundário”, como disciplina de oferta obrigatória e de escolha facultativa.

Luís Coelho, do Departamento de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) no Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC), salientou que o simpósio “não é apenas uma reflexão a partir de dentro, daquilo que é o contexto da educação cristã”, do programa constam temas variados e procuraram conferencistas e oradores que partilhem “as suas ideias, os seus pontos de vista, as mais variadas pessoas”.

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A conferência de abertura, intitulada ‘Educação e Escola: Traçar mapas educativos para uma Magnífica Humanização’, é proferida pelo prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação (Santa Sé), o cardeal D. José Tolentino Mendonça, por videoconferência.

As outras três conferências são do ex-ministro da Educação Marçal Grilo, sobre ‘A educação, nestes 40 anos: os agentes, os sujeitos, as reformas educativas, os sonhos e os seus limites’, o professor universitário João Couvaneiro apresenta ‘Uma educação humanista na era da Inteligência Artificial”, e Susana Costa Ramalho, da UCP, a resposta às ‘transformações que se adivinham/desenham para a Educação?’.

“Depois, teremos um painel e um conjunto de laboratórios onde procuramos, partindo daquilo que é a experiência de outros intervenientes no contexto educativo – desde diretores de centros de formação, professores que têm uma experiência variada, pais, representante da CONFAP – Confederação Nacional das Associações de Pais -, que nos ajudem a refletir sobre a importância da educação cristã nas escolas”, desenvolveu Luís Coelho, adiantando que têm mais de 400 participantes, de Portugal e estrangeiros, como Espanha, Cabo Verde.

No Programa ECCLESIA desta segunda-feira, na RTP2, Jorge Novo também comentou as “dificuldades” do início deste ano letivo, nomeadamente “alguns alunos que nem escola têm”, problemas que na Diocese de Bragança-Miranda, “infelizmente, a demografia não permite”, mas existem outras como a falta de professores, “também na disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica”, e Luís Coelho abordou a interculturalidade e a diversidade de origens dos alunos, no último ano em que integrou os quadros de direção da Escola da Damaia tinham “cerca de 30 nacionalidades”.

PR/CB/OC

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