Relatório positivo de oito anos de serviço lamentou cancelamento da primeira grande festa diocesana da família, devido à pandemia

Angra do Heroísmo, Açores, 15 jul 2020 (Ecclesia) – O Serviço Diocesano da Pastoral Familiar de Angra lamentou o cancelamento da primeira grande festa diocesana deste setor, por causa da Covid-19, num documento onde faz um balanço positivo de oito anos de missão com pistas para o futuro.

“A Pastoral Familiar deve ter o seu protagonismo nas famílias através dos casais e das equipas de leigos, ainda mais nesta hora em que as famílias ganharam o desafio de Igrejas domésticas”, lê-se no relatório, divulgado pelo portal diocesano ‘Igreja Açores’.

Para a atual equipa da Pastoral Familiar da Diocese de Angra, é necessário “desafiar as estruturas da diocese a uma maior articulação entre a família e a catequese” e partilha várias “ideias” para manter a “pastoral territorial” e confirmar, “reforçando se possível o protagonismo laical”.

“É muito importante que a pastoral familiar seja enquadrada nas dinâmicas pastorais locais, com o casal de cada paróquia integrando o conselho pastoral de paróquia e o casal de ligação de ouvidoria”, pode ler-se.

O relatório assinala a “necessidade” de envolver “a família e a pastoral familiar” na caminhada sinodal que a Igreja Católica nos Açores está a realizar, deixando “a publicação de uma orientação canonizada” para este setor para “depois da realização do sínodo e como conclusão do mesmo”.

Sobre os oito anos de missão, a equipa liderada pelo casal Sílvia e Manuel Francisco Sousa e o assistente monsenhor José Medeiros Constância, afirma que “não é mensurável” o trabalho realizado, que “contou com avanços e recuos, aspetos positivos e negativos”, mas destaca que existiram “aspetos muito positivos” como “o relançamento da pastoral familiar refrescada” pela importância dada à família com a publicação da exortação do Papa Francisco ‘Amoris Laetitia’.

A nível diocesano, destaca-se o desenvolvimento dos dois projetos territoriais que, “não estando terminados, estão em desenvolvimento”, o “protagonismo laical” e “lamentam “algumas ilhas não se terem aberto a esta dinâmica pastoral”.

No documento, com mais de 80 páginas, é apresentado um trabalho de análise e reflexão da equipa que tem tentado “articular esta pastoral com os dias de hoje”, e apresentadas “exaustivamente” todas as atividades desenvolvidas desde 2012, como celebrações da Semana da Vida ou do Dia da Família; jornadas formativas, reuniões de sensibilização e esclarecimento sobre as coordenadas de ação, reflexões, informa o sítio online ‘Igreja Açores’, adiantando que vai ser nomeada uma nova equipa para o próximo ano pastoral.

A equipa do Serviço Diocesano da Pastoral Familiar de Angra recorda que a diocese tem linhas orientadoras desde a década de 80 do último século, que foram aprofundadas e refrescadas no ano 2012, com “cinco premissas” a orientaram esta ação, como “a pastoral familiar é de toda a diocese” e o trabalho “deve ser estruturado numa rede territorial que devolva um protagonismo laical”.

CB

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