Fundação João Paulo II para o Sahel renovou estatutos e dedica-se a combater desertificação e a seca na região

Cidade do Vaticano, 09 mai 2026 (Ecclesia) – O Papa Leão XIV afirmou hoje que, na urgência de um mundo “confrontado com desafios complexos”, socorrer “vítimas de uma calamidade natural ou pessoas vulneráveis” se trata de uma “questão de justiça antes de ser de caridade”.
“Num mundo confrontado com desafios complexos, tais como tensões geopolíticas, desigualdades, guerras, problemas relacionados com a insegurança e o terrorismo, instabilidades políticas e económicas, crises climáticas — cujas consequências incluem, nomeadamente, os fluxos migratórios —, a relevância da missão desta Fundação parece mais clara do que nunca! Socorrer as vítimas de uma calamidade natural ou as pessoas vulneráveis é, de facto, uma questão de justiça antes de ser uma questão de caridade”, afirmou o Papa num encontro com a administração da Fundação João Paulo II para o Sahel.
A instituição da Igreja católica foi criada em 1984, e dedica-se a combater a desertificação e a seca na região do Sahel, na África. Sediada em Uagadugu, Burkina Faso, estando focada em projetos de desenvolvimento agrícola, hídrico e ambiental, além da formação de técnicos locais.
Recentemente o Papa Leão XIV aprovou os estatutos da fundação criada por São João Paulo II e entende que “a Fundação chegou a um ponto de viragem, caracterizado também por desafios externos ligados às crises económicas multidimensionais a nível internacional”.
“À luz da subsidiariedade, a vossa colaboração sinodal com este Dicastério e com as outras instituições da Santa Sé contribua para o respeito e a promoção da dignidade humana inalienável das populações do Sahel, através de projetos de desenvolvimento humano integral”, pediu.
“Os desafios são enormes, mas juntos avançamos num espírito sinodal, com um empenho renovado e sem perder a esperança”, convidou.
LS
