Igreja/Solidariedade: Papa almoça com 200 pessoas vulneráveis e refugiados

Encontro acontece no ‘Borgo Laudato si’, em Castel Gandolfo, onde Leão XIV está a passar férias

Foto: Vatican Media

Castel Gandolfo, Itália, 11 jul 2026 (Ecclesia) – O Papa vai almoçar hoje com 200 pessoas vulneráveis nos jardins pontifícios de Castel Gandolfo, numa iniciativa concebida para afirmar a importância do acolhimento.

“Este lugar tão precioso, por estar fechado ao mundo durante 400 anos e depois aberto pelo Papa Francisco e hoje escancarado pelo Papa Leão, acolhe assim estas pessoas que para nós são os convidados de honra”, destacou a coordenadora de comunicação do Centro de Alta Formação ‘Laudato si’, Donatella Parisi, em declarações ao portal de notícias do Vaticano.

A responsável sublinhou que a presença do grupo de cidadãos assistidos pela Diocese de Roma, entre os quais 35 crianças, se afirma como “uma ocasião para reiterar que a Igreja está aberta a qualquer pessoa e é família, comunidade e porto seguro para quem mais precisa neste momento”.

A dinamizadora rejeitou qualquer perspetiva meramente assistencialista face a este grupo, garantindo de forma perentória que “são essas mesmas pessoas a dar, e dão mais, dão muito e enriquecem o Borgo e, atrevo-me a dizer, toda a Igreja”.

A integração das margens da sociedade permite oferecer “uma visão diferente sobre a sociedade, um ponto de vista que faça precisamente da fragilidade uma nova força para as nossas comunidades”, defendeu a porta-voz do complexo perante a chegada de antigos formandos, mães solteiras e pessoas com deficiência.

O almoço integra ainda 13 refugiados apoiados pelo Centro Astalli (Serviço dos Jesuítas para os Refugiados), com a responsável de comunicação, Francesca Cuomo, a celebrar o facto de a iniciativa permitir que os utentes se “sintam acolhidos como refugiados e protagonistas no centro de um ambiente” desenhado para enaltecer a fraternidade e a dignidade humana.

“O objetivo dos nossos serviços é sempre o de acompanhar as pessoas rumo à inclusão, logo desde o primeiro dia da sua chegada”, explicou a representante da organização católica, frisando que a meta fundamental das estruturas de acolhimento da Igreja consiste em “poder recomeçar uma vida com autonomia num outro país”.

A delegação de refugiados convidados inclui “três agregados familiares e duas raparigas, provenientes da América Latina”, que aceitaram partilhar publicamente o seu testemunho em escolas secundárias italianas para denunciar “a vivência de perseguição e violência que sofreram nos seus países de origem”.

O evento arranca com uma Missa presidida pelo diretor-geral do Centro de Alta Formação, cardeal Fabio Baggio, antes do almoço oferecido por um restaurante local.

O ‘Borgo Laudato si’ foi inaugurado a 5 de setembro de 2025 pelo atual pontífice e funciona como um modelo de economia circular e sustentabilidade ambiental, disponibilizando cursos de formação profissional gratuitos a populações marginalizadas numa exploração de 55 hectares nos arredores de Roma.

OC

 

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