Intervenção na ONU sublinha orientações de Leão XIV na «Magnifica Humanitas»
Cidade do Vaticano, 14 jul 2026 (Ecclesia) – A missão permanente da Santa Sé nas Nações Unidas advertiu que a Inteligência Artificial (IA) só representa um progresso se for colocada ao serviço da dignidade humana.
“A verdadeira medida do progresso não residirá no grau de sofisticação das tecnologias emergentes, mas no facto de elas serem ou não postas ao serviço da pessoa humana e do bem comum”, sustentou a delegação diplomática, numa intervenção noticiada pelo portal ‘Vatican News’.
A reflexão apoiou-se na encíclica ‘Magnifica Humanitas’, de Leão XIV, para reconhecer que a inteligência artificial “tem o potencial de acelerar os progressos” ecológicos e sociais em todo o planeta.
A delegação do Vaticano em Nova Iorque rejeitou qualquer inovação que venha “comprometer a dignidade da pessoa humana”, alertando que tal cenário destrói a visão que coloca as populações no centro do desenvolvimento global.
A intervenção defendeu ainda o “resgate integral dos povos da fome, das doenças, do analfabetismo e da privação”.
Segundo os responsáveis da Santa Sé, o atual modelo provocou o “aumento das desigualdades” entre os países e o “emergir de novas formas de pobreza”, lamentou a comitiva católica no salão internacional.
O combate a este desequilíbrio planetário exige a proteção inegociável da “dignidade inviolável da pessoa humana”, apelaram, durante uma reunião do Conselho Económico e Social da ONU.
A sessão celebrada a 13 de julho centrou-se no debate para a aceleração de ações urgentes rumo ao cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030.
OC
«Magnifica Humanitas»: Papa critica mentalidade «tecnocrática e pós-humanista»
