Objetivo «Fome Zero» continua um grande desafio

Foto: Vatican News

Cidade do Vaticano, 27 jun 2019 (Ecclesia) – O Papa Francisco disse hoje que ‘Fome Zero’ continua a ser um grande desafio e afirmou que a “compaixão e vontade política” combatem a “falta de alimento”, numa audiência à Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura.

“A falta de alimento e de água não é um assunto interno e exclusivo dos países mais pobres e frágeis, mas diz respeito a cada um de nós. Todos estamos chamados a escutar o grito desesperado de nossos irmãos”, disse o Papa esta manhã no Vaticano.

O sítio online ‘Vatican News’ divulga que Francisco indicou que para combater a falta de alimento e acesso à água potável é preciso trabalhar as causas que as provocam e na origem deste drama alertou para a falta de compaixão, o desinteresse de muitos e uma escassa vontade social e política no momento de responder às obrigações internacionais.

O Papa recebeu os cerca de 500 participantes da 41.ª Sessão da Conferência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura – FAO que tem como tema ‘Migrações, agricultura e desenvolvimento rural’ e está a decorrer em Roma, até este sábado, 29 de junho.

“O aumento do número de refugiados no mundo durante os últimos anos nos demonstrou que o problema de um país é o problema de toda a família humana”, afirmou, considerando necessário promover um desenvolvimento agrícola nas regiões mais vulneráveis, fortalecendo a resiliência e a sustentabilidade do território.

Segundo Francisco, a FAO é a instituição para coordenar medidas incisivas, em parceria com outras organizações internacionais e com a cooperação da Santa Sé.

“O esforço conjunto fará tornar realidade as metas e os compromissos assumidos”, acrescentou.

Foto: Vatican News

A partir do tema do encontro da FAO, o Papa salientou que o objetivo “Fome Zero” permanece um grande desafio mas observou que nas últimas décadas houve um grande avanço, informa o ‘Vatican News’.

No início do seu discurso, Francisco agradeceu “de coração” o trabalho do diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, que vai deixar o organismo depois de dois mandatos, e felicitou o próximo responsável, o chinês Qu Dongyu, que também estava na audiência.

CB/PR

 

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