«Deu tudo o que era e deu-se até ao fim» – D. Rui Valério

Proença-a-Nova, 17 jul 2020 (Ecclesia) – O bispo das Forças Armadas e Forças de Segurança presidiu hoje ao à Missa de corpo presente da cabo Vânia Martins, da Guarda Nacional Republicana (GNR), que faleceu esta segunda-feira, vítima de um acidente na A1.

“Estamos gratos e reconhecidos à Cabo Vânia porque, pela sua fé, vivida e testemunhada, nos recordou como ser Guarda e ser pessoa é viver absorvido por aquilo que só um ser humano sente, vive e consigo transporta”, disse D. Rui Valério, na igreja de Moitas, Paróquia de Proença-a-Nova.

Na homilia enviada à Agência ECCLESIA, o bispo das Forças Armadas e Forças de Segurança realçou que a marca indelével da “condição de ser uma pessoa, de ser humano”, que diferencia de todos os outros seres, “é a sua capacidade de relação com a transcendência”.

D. Rui Valério assinalou que “ser Guarda” foi “o sonho que sempre guiou” da cabo Vânia Martins e lhe transmitiu “alento para enfrentar e vencer dificuldades e ultrapassar obstáculos”.

“Esse sonho foi concretizado numa maravilhosa e prometedora manhã quando, na parada da Escola do Centro de Formação da GNR, em Portalegre, disse o seu sim. E fê-lo com honra, orgulho e gáudio. O seu sorriso testemunhava bem a alegria da sua alma”, desenvolveu.

O bispo do Ordinariato Castrense observou que ao longo da sua caminhada que, “embora curta”, foi “fecunda e plenamente vivida, cada ação empreendida era um verdadeiro exercício de autodoação”.

Há na sua vida uma força que nos leva a sublinhar o caráter heroico da sua ação. Morreu ao serviço da Pátria, enquanto cumpria e fazia cumprir a Lei que é, ao mesmo tempo, fonte de vida e expressão de uma sociedade assente no direito e não no capricho individual. O ato patriótico que a levou à morte ocorreu no cumprimento do dever e materializa o sentido de responsabilidade no exercício da missão da Guarda, ao mesmo tempo que promove a cultura da cidadania”.

A cabo Vânia Martins, militar da Guarda Nacional Republicana, faleceu depois de um acidente estradal, na última passada, na A1.

Na Eucaristia presidida pelo bispo das Forças Armadas e Forças de Segurança estiveram presentes o ministro da Administração Interna, o comandante-geral da GNR, tenente-general Rui Clero, entre outras entidades Militares, policiais e civis.

No dia 11 de junho, D. Rui Valério presidiu às exéquias fúnebres do militar da GNR Carlos Pereira, que faleceu vítima do mesmo acidente na A1, e salientou “a essência de herói” no serviço por “Portugal e pelos portugueses”.

“Há mais de uma semana que a Guarda Nacional Republicana — que tanta luz tem irradiado e tanto lustre tem oferecido a Portugal — ainda não despiu as vestes do luto. Embora o decorrer dos últimos dias tenha sido, para cada Guarda, uma verdadeira travessia no deserto da dor, sentem-se agraciados pela bênção da serenidade”, disse o bispo do Ordinariato Castrense, hoje, em Proença-a-Nova.

CB/OC

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