O dom da fé e o dom da poesia em José Rui Teixeira – Emissão 16-07-2026

José Rui Teixeira tece a vida com as palavras, dos livros,dos encontros, dos caminhos. A poesia veio primeiro, nas palavras da mãe, nos livros do avô na ‘casa de terra batida’, lugares de memórias e de linguagem afetiva – a mesma que o levou a querer escrever.

A vocação de peregrino foi-se estabelecendo com a vida,quando percebeu a necessidade de se deixar encontrar e resignificar trilhos, ora feitos pela Teologia, pela Filosofia ou pela Literatura.

No caminho da vida, marcou-o a generosidade da irmã Fernanda, que o abriu à Teologia, quando na Livraria Paulinas lhe emprestava livros à segunda-feira – que ele devolvia imaculados à sexta, porque não tinha dinheiro para os comprar; o poeta Daniel Faria, que conheceu no Seminário diocesano do Porto, lhe apresentou novas vozes, com quem partilhava o autocarro 37 e interrogações sobre Deus; o padre Leonel Oliveira, da Comunidade de Fradelos, sacerdoteprofético que acreditava “na liberdade dos filhos de Deus”, radicada na “simplicidade, coragem, alegria e desassombro” que o conduziu à liderança laical de uma comunidade; a irmã Lúcia, de quem leu os escritos e escreveu a biografia que seguiu para a Causa de Canonização, no Vaticano, e que convida a conhecer pelo seu “imenso amor ao Reino de Deus”.

José Rui Teixeira continua a caminhar no ‘Átrio dos Gentios’mas, tal como o padre de Fradelos caminha dentro, sem deixar que as inconsistências que encontra, afetem o dom da fé e o dom da poesia.

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