Sacerdote canadiano partilhou experiência de «paróquia missionária», com partilha de recursos humanos e financeiros

Foto: Agência ECCLESIA/OC

Lisboa, 10 fev 2020 (Ecclesia) – O sacerdote canadiano James Mallon, autor da obra ‘Renovação divina – de uma paróquia de manutenção a uma paróquia missionária’, disse à Agência ECCLESIA que a Igreja Católica tem de ir “contra a corrente”, para mobilizar a sociedade.

“Hoje, se for com a corrente, ninguém vai parar à Igreja. É preciso ir contra a corrente. Jesus sempre foi contracultural; penso que a Igreja está sempre no seu melhor quando vai contra a corrente”, indicou o convidado da conferência nacional ‘E+novar 20’, que decorreu entre sexta-feira e sábado, no Estoril.

Em entrevista, o vigário episcopal para a renovação paroquial da Arquidiocese de Halifax-Yarmouth, no Canadá, admite que este é um “processo doloroso”.

“De certa forma, largamos o que existia no passado, mas penso que o Senhor está constantemente a renovar a Igreja”, indicou.

O padre James Mallon destaca que no cerne do Cristianismo está “o drama de morrer e ressuscitar, de coisas que chegam ao fim e que voltam à vida”.

“Penso que a Igreja que vai surgir de tudo isto vai ser muito mais atraente e dinâmica do que, talvez, a Igreja que saiu de uma era a que chamamos Cristandade”, apontou.

O sacerdote canadiano questiona a fixação “quase egoísta” no que é preciso “fazer para ir para o Céu”, esquecendo a necessidade de “anunciar o Reino de Deus”, uma missão de todos, especialmente das “pessoas improváveis”.

Foto: Enovar 2020

No Estoril, o conferencista usou uma das suas intervenções para falar de “dinheiro”, um tema que, admite, pode surpreender muitas pessoas.

“A nossa relação com o dinheiro é uma matéria muito, muito espiritual. A generosidade, nas suas várias formas, surge da gratidão; e a gratidão é, no essencial, uma realidade espiritual”, aponta.

Para o padre Mallon, “se a fé não tocar nos bolsos, não é uma fé verdadeira”.

O ‘E+novar 20’, organizado pelo Secretariado Nacional Alpha – Alpha Portugal, contou com a presença de personalidades como Fernando Santos ou D. Manuel Clemente, propondo palestras e workshops com sacerdotes e leigos empenhados na transformação da Igreja.

OC

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