D. Jorge Ortiga quer que cristãos «saiam do seu conforto»

Foto de Ana Pinheiro /Arquidiocese de Braga

Braga, 20 dez 2018 (Ecclesia) – O arcebispo de Braga acredita que as comunidades cristãs podem ser “catalisadoras de um futuro diferente” e realça que na arquidiocese querem “tecer comunidades acolhedoras e missionárias”, na sua mensagem de Natal.

“São muitos os que se sentem sós e marginalizados. A pobreza tem cada vez mais rostos novos. Preocupa-me a solidão e o isolamento de muitos. Que se abram as portas das comunidades, que todos entrem e encontrem a alegria de serem o que são sem preconceitos nem juízos”, escreveu D. Jorge Ortiga.

O arcebispo de Braga observa que para resolver determinados problemas “nem sempre são necessárias grandes coisas” e bastam pequenos gestos, atitudes e comportamentos que todos podem oferecer.

“Natal é este desafio para revelar situações de marginalidade, espiritual, material e psíquica nas comunidades cristãs. Não basta elencar as situações. Urge oferecer tempo, dedicação, carinho e palavras amigas”, desenvolveu.

Para D. Jorge Ortiga as respostas estão “nas mãos dos corações disponíveis” e pergunta se por causa e em nome de Deus Menino, não poderão “ser mais criativos e espontâneos na vivência do amor no seio das comunidades”.

Na Arquidiocese de Braga querem ser “comunidades acolhedoras e missionárias” que vão ser um sinal “de fraternidade e espírito de solidariedade”, mas “não basta um fio de uma única cor”.

O arcebispo explica que é preciso “diversidade que enriquece e embeleza a vida”, por isso, ao mesmo tempo, os artesãos deste “tecido maravilhoso são todos e cada um”.

“Ninguém é estranho nem excluído e cada um tem amor para oferecer e sem ele o colorido nunca será completo”, realça no documento ‘Tecer comunidades com amor’.

D. Jorge Ortiga destaca que o nascimento de Jesus é um evento de “uma singularidade extraordinária” e “é tanto mais importante” quanto mais capaz for de “incarnar o Evangelho no quotidiano das pessoas e das estruturas que compõem a sociedade”.

“São muitos os valores que nascem da gruta de Belém. Este ano ouço, sobretudo, um apelo a vivermos a responsabilidade da nossa história pessoal mas também que acreditemos que somos ou devemos ser comunidade”, revela.

O arcebispo de Braga salienta que se vive, “infelizmente”, num mundo dividido entre ideologias e partidos, fações e grupos de interesse e cresce-se “quotidianamente na indiferença, fechando-nos nos nossos assuntos e questões, alheados às necessidades dos outros”.

“O bem-estar do ser humano exige, por isso, um rumo diferente que se plasme em ações concretas”, realça, na mensagem publicada no sítio online da arquidiocese.

Nesta Quadra de Natal, D. Jorge Ortiga solicita a todos os cristãos que “saiam do seu conforto e construam comunidades acolhedoras”.

CB

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