Thomas Heine-Geldern aponta que os cristãos de todo o mundo só podem olhar esta realidade com a “maior preocupação”

Lisboa, 10 abr 2021 (Ecclesia) – O Presidente Internacional da Fundação Ajuda a Igreja que Sofre (AIS), Thomas Heine-Geldern, apela ao fim da violência em Mianmar e pede orações por aquele povo. 

“Os cristãos em todo o mundo só podem olhar” para este país asiático e sentir “a maior preocupação”, refere o responsável.  

“Acabem com a violência! Rezemos para isso…” é o apelo de Thomas Heine-Geldern perante a escalada da violência em Mianmar. 

Calcula-se que desde o dia 1 de fevereiro, quando os militares deram início a um golpe de Estado, já tenham perdido a vida mais de 500 pessoas.

“Munidos de equipamento militar, as forças de segurança estavam aparentemente preparadas para disparar contra qualquer um nas ruas”, explicou Heine-Geldern sobre “o grau de brutalidade” que se viu nesses dias em Mianmar.

O Presidente Internacional da Fundação AIS não acredita que a violência não termine em breve pois “nenhum dos lados estará disposto a recuar”.

“Os militares acreditam que têm o direito de aterrorizar as pessoas em busca da ‘estabilidade e segurança’. No entanto, o movimento nas ruas, liderado por jovens, está decidido a libertar o país da ditadura militar”, afirma.

É neste contexto que o responsável pela Ajuda à Igreja que Sofre apela à oração e pede que “incluam o povo de Mianmar nas vossas orações diárias…”.

A comunidade cristã é muito pequena em Mianmar, apenas cerca de 8%, onde a grande maioria da população é budista.

A Fundação AIS apoia a Igreja local financiando a formação de sacerdotes e religiosas, bem como as atividades de catequese para os fiéis, além de projetos relacionados com a construção e renovação de igrejas, capelas, casas paroquiais e conventos, bem como de centros comunitários.

SN

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