«Relatores» da Jornadas Nacionais da Comunicação Social destacam necessidade de novas estratégias

Foto Agência ECCLESIA/LS, Margarida Oleiro e Manuel Monteiro

Fátima, 27 set 2022 (Ecclesia) – Margarida Oleiro e Manuel Monteiro, alunos da Faculdade de Ciências Humanas da UCP, destacaram hoje a importância da comunicação na Jornada Mundial da Juventude (JMJ), para que possa chegar a todos os jovens, até agosto de 2023.

“O grande elemento-chave, entre os jovens e a Igreja é a boa comunicação. Temos de promover estratégias comunicacionais para que os jovens se sintam bem dentro da Igreja, acolhidos”, disse à Agência ECCLESIA Manuel Monteiro, estudante de mestrado em Jornalismo.

O entrevistado salientou que a JMJ Lisboa 2023 “é um acontecimento dos jovens”, como seus agentes principais, pelo que são necessários “estratégias” para lhes dar resposta.

‘Comunicar a JMJ Lisboa 2023’ foi o tema das Jornadas Nacionais de Comunicação Social 2022, promovidas pelo secretariado deste setor da Igreja Católica em Portugal, nos dias 22 e 23 de setembro, em Fátima.

Os dois alunos de mestrado da Faculdade de Ciências Humanas, da Universidade Católica Portuguesa, acompanharam os trabalhos e no final apresentaram as conclusões aos participantes, profissionais e representantes de órgãos de comunicação social, dioceses, movimentos e instituições eclesiais.

Para Margarida Oleiro, aluna de mestrado em Ciências da Comunicação, o desafio de comunicar a JMJ “tem de ser pensado consoante os canais de informação que existem”, as formas de comunicação que existem e os canais de comunicação que os jovens, que são o público-alvo, “ouvem, veem, assistem”.

Manuel Monteiro acrescenta que para além de se pensar na comunicação interna, “que está a ser feita há algum tempo”, é preciso pensar “também na comunicação externa, e chegar aos jovens não é só nas grandes plataformas”.

“Por exemplo, agora os jovens utilizam muito o TikTok, o Instagram. Pensar em chegar por esses meios para que a informação seja entregue a todos e não só a uma parte”, acrescentou, em entrevista emitida hoje no Programa ECCLESIA, na RTP2.

Neste contexto, a entrevistada alerta que o tema da Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023 “não é falado por muito jovens”, fora do âmbito eclesial, e “há urgência em espalhar a mensagem”.

“O grande desafio é para quem não está tão próximo, fazer com que este convite os abranja e se sintam acolhidos pela comunidade católica”, desenvolveu Margarida Oleiro.

Os dois alunos de mestrado sugerem, por exemplo, à Igreja que esteja mais presente no meio académico, onde as “iniciativas são muito importantes” para chegar mais aos jovens, uma faixa etária da JMJ.

A próxima edição internacional da JMJ, um encontro religioso e cultural que reúne centenas de milhares de jovens de todo o mundo, vai decorrer entre 1 e 6 de agosto de 2023, em Lisboa.

PR/CB/OC

 

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