D. João Lavrador encerrou encontro anual de comunicadores, destacando interesse comum na promoção do encontro mundial de jovens

Fátima, 23 set 2022 (Ecclesia) – O presidente da comissão que coordena o setor dos media na Conferência Episcopal Portuguesa, D. João Lavrador, disse hoje em Fátima que a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Lisboa 2023 deve mostrar um país “mestre de acolhimento”.

“Todos estamos interessados neste acontecimento da JMJ”, referiu o bispo de Viana do Castelo, no encerramento das Jornadas Nacionais de Comunicação Social 2022, que se realizaram entre quinta e sexta-feira, em Fátima, na ‘Domus Carmeli’.

O responsável católico desejou que, durante o encontro mundial de jovens, Portugal seja “mestre de acolhimento e de expansão de uma cultura humanista”.

“É um acontecimento de todos para todos”, declarou.

A jornada anual promovida pelo Secretariado Nacional das Comunicações Sociais (SNCS), apresentada como uma “plataforma de diálogo, de encontro”, teve como tema ‘Comunicar a JMJ Lisboa 2023’.

Foto: Agência ECCLESIA/LS

O presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais aludiu ainda ao 25.º aniversário da emissão do programa ‘A Fé dos Homens’, na RTP,

A diretora do SNCS, Isabel Figueiredo, agradeceu a todos os que possibilitaram a realização do encontro, convidando todos a valorizar o papel da “Comunicação Social da Igreja”, para evitar “um erro estratégico de futuro”.

Catarina Burnay, docente da Faculdade de Ciência Humanas da UCP, entidade parceira destas jornadas de comunicação, sublinhou a importância de participar no evento, desejando que a colaboração entre as instituições se possa “estreitar”.

Margarida Oleiro, a aluna de mestrado em Ciências da Comunicação, e Manuel Monteiro, aluno de mestrado em Jornalismo, apresentaram as suas reflexões conclusivas sobre um evento em que os jovens “são protagonistas”.

Os estudantes falaram da JMJ como um “caminho de possibilidades” para o diálogo entre religiões e o “palco ideal” para a partilha de culturas e a “celebração da diversidade”.

Para Margarida Oleiro, “investir na JMJ é investir na casa comum”.

Embora as Jornadas Mundiais da Juventude estejam a ser sonhadas em português pertencem a todo o mundo e são frutos de um legado e um contínuo trabalho intergeracional”.

Manuel Monteiro destacou ainda que “a capacidade de escuta, pensamento e narração, adaptação e criatividade se tornaram elementos-chave para uma boa comunicação”.

As conclusões do evento advertiram para uma “comunicação fragmentada”, em que “nem sempre mais informação é mais verdade”.

O programa conclui-se esta tarde, com uma componente prática, propondo três workshops sobre o mundo digital e jornalismo alternativo.

A iniciativa anual tem a presença de mais de 120 inscritos, entre profissionais e representantes de órgãos de comunicação social, dioceses, movimentos e instituições eclesiais.

OC

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