Bispo diocesano presidiu a Missa no Estabelecimento Prisional do Funchal

Funchal, Madeira, 10 jun 2026 (Ecclesia) – O bispo do Funchal desafiou os reclusos do estabelecimento prisional da cidade a contrariar a lógica do “mal” e do egoísmo, na sociedade contemporânea.
“Neste mundo onde parece que o mal é que ganha, o Senhor propõe-nos uma outra lógica”, alertou D. Nuno Brás, esta terça-feira, numa celebração Estabelecimento Prisional da capital madeirense.
A intervenção, divulgada pelo ‘Jornal da Madeira’, exigiu uma postura de maturidade perante o próximo, traduzida na capacidade de partilha e de respeito mútuo.
“Adultos significa também educados, pessoas melhores, capazes de ser menos egoístas e de olhar primeiro para os outros”, concretizou D. Nuno Brás.
O responsável católico garantiu que a condição dos reclusos não impede o exercício do altruísmo no quotidiano.
“Como é que eu posso ser a luz do mundo vivendo num estabelecimento prisional?”, questionou o bispo do Funchal, respondendo que essa missão tem de começar “em primeiro lugar, dentro do estabelecimento prisional”.
A intervenção rejeitou a perceção de que a bondade é estéril, destacando o seu impacto direto na recuperação da vivência comunitária.
“Preocupar-se com o outro é qualquer coisa que faz o mundo melhor”, afiançou.
O bispo diocesano insistiu na valorização dos pequenos gestos de apoio, comparando-os aos suportes invisíveis que garantem a estabilidade de uma estrutura.
“Pode parecer nada, mas o facto é que é ela que aguenta o mundo”, ilustrou D. Nuno Brás.
A celebração eucarística incluiu uma saudação institucional à direção da cadeia e aos guardas em serviço, bem como ao capelão católico.
OC
